{"id":941,"date":"2014-05-19T18:06:22","date_gmt":"2014-05-19T21:06:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=941"},"modified":"2014-05-19T18:06:22","modified_gmt":"2014-05-19T21:06:22","slug":"respirar-desejar-amar-e-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/respirar-desejar-amar-e-viver\/","title":{"rendered":"Respirar, desejar, amar e viver"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Patr\u00edcia Porchat &#8211; Professora do Rhetoric Department da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley<\/p>\n<p>Judith Butler, professora do Rhetoric Department da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, \u00e9 hoje conhecida como uma das principais te\u00f3ricas nas \u00e1reas de g\u00eanero e sexualidade. Auto-intitula-se uma fil\u00f3sofa feminista e aceita ser identificada como te\u00f3rica\u00a0<em>queer<\/em>, desde que a teoria\u00a0<em>queer<\/em>\u00a0seja compreendida como uma teoria que se op\u00f5e a todas as demandas de identidade. Como, ent\u00e3o, ser \u201cfil\u00f3sofa feminista\u201d e, ao mesmo tempo, opor-se a demandas de identidade? O movimento\u00a0<em>queer<\/em>, na vis\u00e3o de Butler, diz respeito a poder se engajar em diferentes ativismos, sem a necessidade de um marcador de identidade para a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Nesse sentido, Butler se engaja na milit\u00e2ncia feminista, na milit\u00e2ncia homossexual, na milit\u00e2ncia transsexual e na milit\u00e2ncia dos intersexo. Luta contra normas que, segundo ela, restringem as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da pr\u00f3pria vida: respirar, desejar, amar e viver.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de g\u00eanero e sexualidade, sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o abrange a teoria feminista, a psican\u00e1lise, a filosofia judaica, a \u00e9tica, a pol\u00edtica, al\u00e9m da filosofia continental dos s\u00e9culos 19 e 20. Fez seu doutorado em Yale, em 1984, sobre o conceito de desejo na\u00a0<em>Fenomenologia do Esp\u00edrito<\/em>, de Georg Hegel, e nas apropria\u00e7\u00f5es desse conceito pela filosofia francesa. At\u00e9 aquele ano, sua forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica se concentrou em estudos sobre Karl Marx, Hegel, Martin Heidegger, Soren Kierkegaard, Maurice Merleau-Ponty, Jean-Paul Sartre e a Escola de Frankfurt, sem contar a leitura de Baruch Spinoza que a acompanha desde a adolesc\u00eancia. Aos poucos, tomou contato com a obra de Jacques Derrida e Michel Foucault e, ao sair de Yale, incorporou cada vez mais as teorias francesas, ao ponto de incluir um cap\u00edtulo sobre Gilles Deleuze, Jacques Lacan e Foucault na revis\u00e3o de seu doutorado para a publica\u00e7\u00e3o, em 1987.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Butler tem uma maneira peculiar de escrever. Cita diversos autores e invoca muitos conceitos de uma maneira que foge, talvez, ao rigor esperado de uma fil\u00f3sofa, o que lhe vale muitas cr\u00edticas e alguns inimigos. Para ela, n\u00e3o se trata de uma filosofia nos moldes tradicionais. Trata-se de questionar o que a pr\u00f3pria filosofia pode alcan\u00e7ar, que lugar tem junto a outras disciplinas, como atinge quest\u00f5es contempor\u00e2neas relativas \u00e0 cultura, \u00e0 pol\u00edtica e aos movimentos sociais. Sua filosofia n\u00e3o se separa de sua milit\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Nascida em Cleveland, Ohio, Butler tem atualmente 51 anos. Sua fam\u00edlia \u00e9 oriunda da Hungria e da R\u00fassia e ela se descreve como uma judia com uma heran\u00e7a ps\u00edquica de holocausto e v\u00edtima poss\u00edvel de viol\u00eancia por quest\u00f5es de g\u00eanero e de sexualidade. Sua obra caminha pelos temas do reconhecimento e do que \u00e9 considerado humano. Em sua \u00e9poca de estudante, passava o dia na biblioteca e, \u00e0 noite, freq\u00fcentava um bar de gays e l\u00e9sbicas onde\u00a0<em>drags<\/em>\u00a0faziam performances. Em seus textos freq\u00fcentemente menciona situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia vividas por pessoas, algumas conhecidas suas, que n\u00e3o se enquadram no que ela chama de g\u00eaneros \u201cintelig\u00edveis\u201d. \u201cG\u00eaneros intelig\u00edveis\u201d \u00e9 um termo que cunhou para se referir aos indiv\u00edduos que mant\u00eam uma coer\u00eancia entre sexo, g\u00eanero, desejo e pr\u00e1tica sexual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Na esteira de Foucault, Butler situa \u201cg\u00eanero\u201d numa dimens\u00e3o pol\u00edtica. Foi a partir da publica\u00e7\u00e3o de<em>Gender trouble<\/em>, em 1990 (lan\u00e7ado no Brasil somente em 2003, como\u00a0<em>Problemas de g\u00eanero,\u00a0<\/em>pela Editora Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira), que Butler se tornou conhecida. Ela pretendeu mostrar que o g\u00eanero, pensado em sua estrutura bin\u00e1ria est\u00e1vel \u00e9 efeito de um poder invis\u00edvel que o cria e o mant\u00e9m. A id\u00e9ia de uma coer\u00eancia da identidade de g\u00eanero \u00e9 desconstru\u00edda com base em duas quest\u00f5es: em primeiro lugar, a de que n\u00e3o h\u00e1 uma ess\u00eancia ou subst\u00e2ncia por tr\u00e1s do g\u00eanero. Em segundo, a de que se tomarmos figuras como transsexuais, intersexos, homossexuais, transg\u00eaneros e\u00a0<em>drags\u00a0<\/em>para refletir sobre quest\u00f5es de g\u00eanero, em vez de homens e mulheres, vemos se deslocar o problema da adequa\u00e7\u00e3o a um ideal normativo, que exclui os indiv\u00edduos inadequados e os confina como \u201cpatol\u00f3gicos\u201d, para um outro problema: o da defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 humano e de seu reconhecimento. Existe um perigo ao se definir o que \u00e9 humano, diz Butler, pois a constru\u00e7\u00e3o do humano \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o diferencial que produz o mais ou menos \u201chumano\u201d, o inumano, o humanamente inconceb\u00edvel. Butler tem um objetivo claro ao usar o conceito de g\u00eanero: quer dar conta do \u201cabjeto\u201d, termo que toma emprestado a Julia Kristeva. Trata-se de uma atitude pol\u00edtica, de dar direito de cidadania ao inabit\u00e1vel, ao \u201cinviv\u00edvel\u201d, ao Outro que virou \u201cmerda\u201d.<strong><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Butler prop\u00f5e a id\u00e9ia de que g\u00eanero \u00e9 um ato intencional e performativo. S\u00e3o palavras ou gestos que, ao serem expressos, criam uma realidade. Esses atos, repetidos de uma forma estilizada, produzem um efeito ontol\u00f3gico, levam a crer na exist\u00eancia de seres homens e seres mulheres. Produzem uma ilus\u00e3o de subst\u00e2ncia. N\u00e3o h\u00e1 \u201cser\u201d, n\u00e3o h\u00e1 um \u201cfazedor\u201d, n\u00e3o h\u00e1 um \u201cagente\u201d por tr\u00e1s do ato, n\u00e3o h\u00e1 unidade. O car\u00e1ter ilus\u00f3rio do g\u00eanero \u00e9 denunciado quando ocorre uma incapacidade de repetir, uma deformidade ou quando se trata de uma repeti\u00e7\u00e3o parod\u00edstica. Os g\u00eaneros s\u00e3o performances sociais. N\u00e3o h\u00e1 originais e nem c\u00f3pias<strong>.\u00a0<\/strong>A aparente c\u00f3pia n\u00e3o se explicaria com refer\u00eancia a uma origem. A origem perde o sentido porque o \u201chomem\u201d e a \u201cmulher\u201d de \u201cverdade\u201d t\u00eam de assumir o g\u00eanero da mesma forma: por interm\u00e9dio da reitera\u00e7\u00e3o de atos. Atrav\u00e9s da id\u00e9ia de \u201cperformatividade\u201d, g\u00eaneros dominantes e n\u00e3o-dominantes (os que n\u00e3o se enquadram como \u201cg\u00eaneros intelig\u00edveis\u201d) se encontram no mesmo patamar. Desfaz-se a necessidade de coer\u00eancia interna \u00e0s identidades sexuais e da classifica\u00e7\u00e3o dessas identidades segundo graus de normalidade e patologia. N\u00e3o h\u00e1 seres mais verdadeiros ou mais patol\u00f3gicos do que outros por se aproximarem ou se distanciarem de um ideal, seja anat\u00f4mico, seja psicossocial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Problemas de g\u00eanero<\/em>, Butler foi acusada de pressupor intencionalidade e voluntarismo na constru\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e de tomar as d<em>rag queens<\/em>\u00a0como paradigma da subvers\u00e3o de g\u00eanero. A den\u00fancia de g\u00eanero como ilus\u00e3o de subst\u00e2ncia, na interpreta\u00e7\u00e3o de muitos de seus leitores, chegaria ao grau m\u00e1ximo com a par\u00f3dia. Essa interpreta\u00e7\u00e3o foi motivo tanto de sua enorme aceita\u00e7\u00e3o como de sua recusa em meios acad\u00eamicos e militantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Em\u00a0<em>Bodies that matter<\/em>\u00a0(1993), seu livro seguinte, e mesmo em\u00a0<em>Undoing gender<\/em>\u00a0(2004), Butler se v\u00ea na necessidade de desfazer o equ\u00edvoco. Esclarece que o potencial de subvers\u00e3o das par\u00f3dias tem limites. Se em determinados contextos s\u00e3o disruptivas e perturbadoras, tamb\u00e9m podem ser incorporadas\u00ad \u00adpela hegemonia cultural e difundidas de forma controlada. Para fazer frente ao poder, Butler considera que os efeitos incalcul\u00e1veis da a\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma parte de sua promessa subversiva, tanto quanto o s\u00e3o os efeitos planejados de antem\u00e3o. Mas \u00e9 na incapacidade da repeti\u00e7\u00e3o ou na falha da repeti\u00e7\u00e3o dos atos performativos que se encontra a abertura maior para a subvers\u00e3o de g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">A partir do lugar te\u00f3rico que concede ao \u201ccorpo\u201d, que excede as inten\u00e7\u00f5es do sujeito, pode-se compreender as possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o dos mandatos de g\u00eanero e das normas de produ\u00e7\u00e3o de corpos-homens e corpos-mulheres. O corpo n\u00e3o acata completamente as normas que imp\u00f5em sua materializa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o corpo resiste tanto \u00e0s inten\u00e7\u00f5es do sujeito quanto \u00e0s normas sociais. Butler admite que, at\u00e9 certo ponto, \u201csomos dirigidos por aquilo que n\u00e3o conhecemos e n\u00e3o podemos conhecer e esta puls\u00e3o\u00a0<em>Trieb<\/em>\u00a0\u00e9 precisamente o que n\u00e3o se reduz \u00e0 biologia e nem \u00e0 cultura, mas sempre o lugar de sua densa converg\u00eancia\u201d (2004, p.15). Butler abre espa\u00e7o para a transforma\u00e7\u00e3o individual e, conseq\u00fcentemente, social, quando diz que as normas n\u00e3o exercem um controle definitivo, ao menos n\u00e3o sempre. A psican\u00e1lise \u00e9 invocada como uma teoria que mostra de que maneira a sexualidade falha em se conformar \u00e0s normas sociais pelas quais ela \u00e9 regulada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Mas existe uma tens\u00e3o em sua obra, que se revela ao tentar estabelecer uma \u00adponte entre as teorias de g\u00eanero e a psican\u00e1lise. Butler tem dificuldade em conjugar intencionalidade e performatividade. Recebe cr\u00edticas de feministas que temem justamente a perda da \u201cag\u00eancia\u201d\/atua\u00e7\u00e3o, pois com a performatividade, perde-se a no\u00e7\u00e3o de sujeito como um centro interior e organizador do g\u00eanero. Tamb\u00e9m se torna alvo f\u00e1cil de cr\u00edticas por parte de psicanalistas se em sua concep\u00e7\u00e3o de g\u00eanero predominar a id\u00e9ia de um ato intencional.\u00a0 N\u00e3o quer abandonar a milit\u00e2ncia, mas tampouco ser ing\u00eanua em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s descobertas psicanal\u00edticas acerca da id\u00e9ia de sermos dirigidos por algo que n\u00e3o conhecemos e n\u00e3o podemos conhecer, a n\u00e3o ser parcialmente. A puls\u00e3o n\u00e3o deve tornar-se obst\u00e1culo para uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em defesa do abjeto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Apesar de flertar com a psican\u00e1lise ao longo de sua obra, Butler questiona as no\u00e7\u00f5es de \u201csimb\u00f3lico\u201d, \u201cdiferen\u00e7a sexual\u201d e parentesco da psican\u00e1lise lacaniana, freq\u00fcentemente convocada para instrumentalizar as a\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es jur\u00eddicas nas reivindica\u00e7\u00f5es de legaliza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o homossexual na Fran\u00e7a. Butler quis mostrar uma realidade mais complexa, discutindo a id\u00e9ia de parentesco homossexual. Dessa forma, chegou ao questionamento da concep\u00e7\u00e3o de parentesco em Claude L\u00e9vi-Strauss e sua influ\u00eancia sobre a psican\u00e1lise. O p\u00f3s-estruturalismo de Butler recusa as tentativas de totaliza\u00e7\u00e3o e universaliza\u00e7\u00e3o das explica\u00e7\u00f5es do parentesco, assim como a presen\u00e7a de oposi\u00e7\u00f5es estruturais bin\u00e1rias operando de modo a organizar e, com isso, fazer desaparecer as ambig\u00fcidades e as nuances existentes nas rela\u00e7\u00f5es humanas e na cultura de modo geral. Ela parece querer sugerir que a psican\u00e1lise estruturalista corre o risco de ser uma teoria que mant\u00e9m o g\u00eanero em sua estrutura bin\u00e1ria, reproduz de forma acr\u00edtica os regimes de poder que regulam g\u00eanero, sem se mostrar atenta \u00e0s demais formas humanas e ao seu reconhecimento. A proposta de Butler \u00e0 psican\u00e1lise \u00e9 a de que esta repense sua no\u00e7\u00e3o de cultura a partir dos novos parentescos e dos novos arranjos sexuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Butler recusa uma concep\u00e7\u00e3o de \u00c9dipo cl\u00e1ssica, baseada na via da identifica\u00e7\u00e3o. Mas ao dirigir sua cr\u00edtica a Sigmund Freud, Lacan e L\u00e9vi-Strauss, simultaneamente, move-se para uma posi\u00e7\u00e3o de enfrentamento generalizado da psican\u00e1lise e incorre no risco de perda de parcerias, inclusive pol\u00edticas. Talvez por considera\u00e7\u00e3o de seus interlocutores poss\u00edveis, na quest\u00e3o da uni\u00e3o homossexual, manteve sua cr\u00edtica no plano das problematiza\u00e7\u00f5es dirigidas a Freud e a um Lacan dos anos 1950, que, naquele momento, incorporava a no\u00e7\u00e3o de inconsciente, via L\u00e9vi-Strauss, e desenvolvia o \u201csimb\u00f3lico\u201d na esteira do estruturalismo. Butler n\u00e3o investiga as poss\u00edveis conseq\u00fc\u00eancias do fato de que, na constru\u00e7\u00e3o lacaniana, nos anos 1970, o \u201creal\u201d passa a ter preced\u00eancia sobre o \u201csimb\u00f3lico\u201d.\u00a0 De fato, pode-se dizer que mesmo entre os psicanalistas, muitos ainda n\u00e3o o fizeram e, nesse sentido, contribuem para manter em suspenso a possibilidade de conceber um \u201csimb\u00f3lico\u201d que, nas palavras de Butler, d\u00ea conta da complexidade de g\u00eanero em que sempre vivemos e permita \u00e0queles que entendem seu g\u00eanero e seu desejo como n\u00e3o normativos possam viver e prosperar sem a amea\u00e7a de viol\u00eancia do mundo externo e sem o sentido de sua pr\u00f3pria irrealidade, que pode levar ao suic\u00eddio ou a uma vida suicida (Butler, 2004, p. 219).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\">Vale ainda lembrar que Butler tamb\u00e9m tem escrito sobre quest\u00f5es \u00e9ticas e pol\u00edticas, como a do uso da viol\u00eancia pelos Estados Unidos como resposta aos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, assim como a do direito e responsabilidade de criticar as injusti\u00e7as cometidas por Israel tanto quanto o anti-semitismo. Esses s\u00e3o temas de\u00a0<em>Precarious life: The powers of mourning and violence<\/em>\u00a0(2004).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patr\u00edcia Porchat &#8211; Professora do Rhetoric Department da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley Judith Butler, professora do Rhetoric Department da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, \u00e9<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":942,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,16],"tags":[34,78],"class_list":["post-941","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-congresso","tag-respiracao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/941\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/942"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}