{"id":93,"date":"2011-01-11T01:44:00","date_gmt":"2011-01-11T01:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=93"},"modified":"2011-01-11T01:44:00","modified_gmt":"2011-01-11T01:44:00","slug":"o-papel-do-apego-na-crenca-religiosa-e-no-comportamento-deus-objeto-transicional-a-influencia-na-formacao-do-senso-de-self","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/o-papel-do-apego-na-crenca-religiosa-e-no-comportamento-deus-objeto-transicional-a-influencia-na-formacao-do-senso-de-self\/","title":{"rendered":"O PAPEL DO APEGO NA CREN\u00c7A RELIGIOSA E NO COMPORTAMENTO DEUS, OBJETO TRANSICIONAL. A INFLU\u00caNCIA NA FORMA\u00c7\u00c3O DO SENSO DE SELF"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>    26 &#8211; T\u00edtulo do trabalho<br \/>    O PAPEL DO APEGO NA CREN\u00c7A RELIGIOSA E NO COMPORTAMENTO<br \/>    DEUS, OBJETO TRANSICIONAL. A INFLU\u00caNCIA NA FORMA\u00c7\u00c3O DO SENSO DE SELF<\/p>\n<p>Odila Weigand<br \/>International Trainer, IIBA<\/p>\n<p>Utilizando referenciais Winnicottianos e da Teoria do Apego, vamos explorar a rela\u00e7\u00e3o do homem com um objeto especial que ele chama Deus.<br \/>N\u00e3o \u00e9 um estudo da religi\u00e3o, mas sim o estudo de um aspecto central da experi\u00eancia religiosa: a maneira como a representa\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 formada (do ponto de vista epigen\u00e9tico e do ponto de vista do desenvolvimento), bem como a maneira como essa representa\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 transformada e utilizada, no decorrer da vida humana.<br \/>O processo relacionado com o desenvolvimento, na forma\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 sumamente complexo e \u00e9 influenciado pelos m\u00faltiplos fen\u00f4menos culturais, sociais, familiares, individuais, que v\u00e3o desde os n\u00edveis biol\u00f3gicos mais profundos da experi\u00eancia humana at\u00e9 as realiza\u00e7\u00f5es espirituais mais sutis.<br \/>Meissner (1978) num artigo intitulado \u201cPsican\u00e1lise e Religi\u00e3o\u201d reflete: \u00abSempre foi algo enigm\u00e1tico que a tentativa psicanal\u00edtica de trazer compreens\u00e3o para uma das mais vastas \u00e1reas de experi\u00eancia da humanidade, a da experi\u00eancia religiosa do homem, sempre foi relativamente inadequada e pobre&#8230;A quest\u00e3o cr\u00edtica \u00e9 saber se o dinamismo da cren\u00e7a religiosa tem a capacidade inerente para superar seus pr\u00f3prios arca\u00edsmos&#8230;Na obra de Freud&#8230; a religi\u00e3o \u00e9 vista como a repeti\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias origens&#8230; A \u00eanfase na repeti\u00e7\u00e3o e na volta das coisas reprimidas, conduz a uma exclus\u00e3o de poss\u00edveis dimens\u00f5es epigen\u00e9ticas para a qualidade afetiva da experi\u00eancia religiosa&#8230; O embasamento do argumento na analogia e na repeti\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue suportar o peso de toda a carga da experi\u00eancia religiosa.\u00bb (Nota 1)<\/p>\n<p>Meissner afirma que os s\u00edmbolos primitivos e arcaicos sofrem uma transforma\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o e significado, que nos permite identificar o contexto de origem e a relev\u00e2ncia do s\u00edmbolo arcaico, sem reduzir esta conex\u00e3o a uma f\u00f3rmula da repeti\u00e7\u00e3o, que impede o desenvolvimento. A ess\u00eancia do desenvolvimento reside na \u201csupera\u00e7\u00e3o\u201d e na substitui\u00e7\u00e3o diferenciada das origens, e n\u00e3o em sua mera repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O PONTO DE VISTA WINNICOTTIANO<\/p>\n<p>Este estudo se prop\u00f5e mostrar a import\u00e2ncia primordial das representa\u00e7\u00f5es objetais, e a rela\u00e7\u00e3o entre elas e Deus, tanto nos anos de forma\u00e7\u00e3o como no resto dos ciclos da vida.<\/p>\n<p>No decorrer da vida, segundo Ana Maria Rizzuto, Deus permanece um objeto transicional a servi\u00e7o da necessidade de equilibra\u00e7\u00e3o consigo pr\u00f3prio, com os outros e com a pr\u00f3pria vida. Isso acontece n\u00e3o porque Deus \u00e9 Deus, mas porque, como o bichinho de pel\u00facia, ele ganhou boa parte do seu conte\u00fado a partir dos objetos prim\u00e1rios que a crian\u00e7a \u201cencontrou\u201d em sua vida. A outra parte do conte\u00fado de Deus prov\u00e9m da capacidade que a crian\u00e7a tem para \u201ccriar\u201d um Deus de acordo com as suas necessidades.<br \/>Assim, a rela\u00e7\u00e3o com Deus tamb\u00e9m \u00e9 um fator de regula\u00e7\u00e3o emocional. Como demonstra Allan Schore em Affect Regulation and the Origin of the Self, a rela\u00e7\u00e3o face a face entre crian\u00e7a e cuidador \u00e9 um fator da regula\u00e7\u00e3o emocional. Da mesma maneira, os adultos tamb\u00e9m se regulam no contato interpessoal. Ao propor que a rela\u00e7\u00e3o com Deus \u00e9 um relacionamento, estamos propondo que ela tamb\u00e9m possibilita regula\u00e7\u00e3o emocional. Pessoas que recorrem \u00e0 ora\u00e7\u00e3o em momentos de crise ou afli\u00e7\u00e3o confirmam que conseguem alivio e paz. A ora\u00e7\u00e3o pode ser considerada como o prot\u00f3tipo da rela\u00e7\u00e3o face a face com a imagem internalizada de Deus.<\/p>\n<p>O PONTO DE VISTA DA TEORIA DO APEGO<\/p>\n<p>A um determinado momento, segundo Kirkpatrick, os modelos mentais de Deus de uma pessoa parecem existir paralelamente aos modelos mentais de relacionamentos de apego do indiv\u00edduo (conforme a hip\u00f3tese de correspond\u00eancia), mas com o decorrer do tempo o apego inseguro parece inclinar-se para a convers\u00e3o religiosa, desenvolvendo um relacionamento com Deus, e vari\u00e1veis correlatas (conforme a hip\u00f3tese de compensa\u00e7\u00e3o).<br \/>Visto por este \u00e2ngulo, o papel potencial de Deus na hierarquia individual de figuras de apego passa a ser analisado a uma luz muito diferente. Os indiv\u00edduos mais inclinados a verem Deus como uma figura de apego dispon\u00edvel e receptiva podem n\u00e3o ser aqueles que possuem apegos seguros bem estabelecidos em relacionamentos humanos, mas ao contr\u00e1rio, podem ser aqueles cujos apegos humanos ficaram insuficientes para manter os desejados n\u00edveis de sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Diversos pesquisadores (p.ex. Ainsworth, 1985) objetaram que os indiv\u00edduos que n\u00e3o conseguem estabelecer apegos seguros com os pais, v\u00e3o procurar \u201csubstitutos\u201d ou figuras de apegos substitutas, possivelmente nos professores, em irm\u00e3os mais velhos, em outros parentes, ou de modo geral em qualquer Outro mais forte, mais s\u00e1bio que possa de modo confi\u00e1vel estar acess\u00edvel e corresponda \u00e0s necessidades de apego. Embora Ainsworth (1985) n\u00e3o tenha inclu\u00eddo Deus na sua lista de substitutos potenciais, parece razo\u00e1vel acreditar que Deus poderia potencialmente preencher este papel, para muitas pessoas.<br \/>A extens\u00e3o da teoria do apego para a religi\u00e3o, tem em vista considerar com seriedade construtos do tipo modelo operativo interno, o porto seguro e a fonte de seguran\u00e7a oferecido pelas figuras de apego, e a regula\u00e7\u00e3o do sentimento de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>DEUS COMO UMA FIGURA DE APEGO<\/p>\n<p>O ponto de contato mais \u00f3bvio entre apego e religi\u00e3o \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de que as cren\u00e7as religiosas sobre Deus (ou outras divindades) podem funcionar, do ponto de vista psicol\u00f3gico, como manifesta\u00e7\u00f5es adultas do sistema de apego. Efetivamente, o relacionamento de adora\u00e7\u00e3o Deus \/ devoto \u00e9 algo similar ao relacionamento de apego protot\u00edpico \u2013 a rela\u00e7\u00e3o di\u00e1dica crian\u00e7a \u2013 pessoa provedora, no m\u00ednimo de modo similar aos relacionamentos rom\u00e2nticos dos adultos. H\u00e1 diferen\u00e7as importantes entre os relacionamentos amorosos dos adultos e os apegos da fase da inf\u00e2ncia. Nos relacionamentos adultos, o sistema do apego \u00e9 complementado por no m\u00ednimo dois outros sistemas comportamentais, o papel do provedor e a parceria sexual. Enquanto os relacionamentos adultos tendem a ser mais ou menos sim\u00e9tricos, com os parceiros servindo alternadamente como figuras de apego m\u00fatuo, no relacionamento com Deus a divindade conserva tipicamente as caracter\u00edsticas do mais forte, daquele que \u00e9 S\u00e1bio, e os pap\u00e9is \u201cdaquele que se apega\u201d, e da \u201cfigura de apego\u201d s\u00e3o consistentes e claramente diferenciados no decorrer do tempo. Al\u00e9m disso, os relacionamentos entre devoto e Deus raramente incluem um componente sexual expl\u00edcito. (As raras exce\u00e7\u00f5es seriam um campo particularmente estimulante para investiga\u00e7\u00f5es).<br \/>Mas ser\u00e1 um \u201cRelacionamento\u201d verdadeiro? Estas analogias s\u00e3o interessantes mas ser\u00e1 correto falar aqui de \u201crelacionamento\u201d com um ser imagin\u00e1rio, intang\u00edvel? Muitos acreditam que sim, falam at\u00e9 que \u201cO Cristianismo n\u00e3o \u00e9 uma religi\u00e3o, mas sim um RELACIONAMENTO\u201d.<br \/>Um caminho para abordar a conex\u00e3o apego-religi\u00e3o \u00e9 por meio do construto de modelos operativos internos (ou modelos mentais). Embora geralmente seja aceito que estes modelos s\u00e3o male\u00e1veis e que eles podem mudar, e realmente mudam com o tempo, a teoria que prevalece parece defender uma relativa estabilidade dos modelos operativos internos.<br \/>Aplicando-se esta abordagem \u00e0 cren\u00e7a religiosa, Kirkpatrick prop\u00f5e duas hip\u00f3teses: uma hip\u00f3tese de correspond\u00eancia, na qual as diferen\u00e7as individuais nas cren\u00e7as e na experi\u00eancia religiosa deveriam ser paralelas \u00e0s diferen\u00e7as individuais em estilos de apego e modelos mentais. Por exemplo, poder\u00edamos encontrar adultos manifestando um estilo de apego seguro, que consideram Deus, assim como seus parceiros humanos de relacionamentos, como uma figura de apego dispon\u00edvel e compreensiva. Uma segunda hip\u00f3tese seria de compensa\u00e7\u00e3o, segundo a qual os indiv\u00edduos mais inclinados a verem Deus como uma figura de apego dispon\u00edvel e receptiva podem n\u00e3o ser aqueles que possuem apegos seguros bem estabelecidos em relacionamentos humanos, mas ao contr\u00e1rio, podem ser aqueles cujos apegos humanos ficaram insuficientes para manter os desejados n\u00edveis de sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Diversos pesquisadores (p.ex. Ainsworth, 1985) objetaram que os indiv\u00edduos que n\u00e3o conseguem estabelecer apegos seguros com os pais, v\u00e3o procurar \u201csubstitutos\u201d ou figuras de apegos substitutas, possivelmente nos professores, em irm\u00e3os mais velhos, em outros parentes, ou de modo geral em qualquer Outro mais forte, mais s\u00e1bio que possa de modo confi\u00e1vel estar acess\u00edvel e corresponda \u00e0s necessidades de apego. Embora Ainsworth (1985) n\u00e3o tenha inclu\u00eddo Deus na sua lista de substitutos potenciais, parece razo\u00e1vel acreditar que Deus poderia potencialmente preencher este papel, para muitas pessoas.<br \/>Segundo esta vis\u00e3o, num determinado momento, os modelos mentais de Deus de uma pessoa parecem existir paralelamente aos modelos mentais de relacionamentos de apego do indiv\u00edduo (conforme a hip\u00f3tese de correspond\u00eancia), mas com o decorrer do tempo o apego inseguro parece inclinar-se para a convers\u00e3o religiosa, desenvolvendo um relacionamento com Deus (conforme a hip\u00f3tese de compensa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Nota 1. Weston La Barre fala da rela\u00e7\u00e3o entre biologia e religi\u00e3o:<br \/>Movido pela convic\u00e7\u00e3o de que esta psicologia freudiana baseada no corpo \u00e9 correta, eu tenho defendido durante minha carreira profissional o ponto de vista de que nenhuma antropologia pode pretender chegar a qualquer lugar sem levar em conta a natureza espec\u00edfica da esp\u00e9cie, do corpo humano&#8230;<br \/>Nunca surgiu uma resposta, na verdade poucas pessoas parecem ter perguntado sequer: por que, tendo em vista as inadequa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas da magia, e a total aus\u00eancia de consenso quanto \u00e0s \u201cverdades\u201d religiosas, por que ent\u00e3o os dois comportamentos, m\u00e1gico e religioso, s\u00e3o t\u00e3o cheios de fervor, t\u00e3o generalizados e persistentes, abrangendo todos os povos da terra? Uma resposta superficial considera que magia e religi\u00e3o representam uma forma de \u201cpensamento positivo\u201d. Mas quais s\u00e3o as experi\u00eancias que conferem um car\u00e1ter plaus\u00edvel ao pensamento positivo? E como \u00e9 que um mero desejo pode se transformar numa \u201crepresenta\u00e7\u00e3o coletiva?\u201d Os te\u00f3ricos prop\u00f5em numerosas explica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, como por exemplo, de que a religi\u00e3o tem fun\u00e7\u00f5es sociais \u2013 e consideram como objetivamente irrelevante a posi\u00e7\u00e3o subjetiva do fiel religioso. Mas a fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ess\u00eancia. Nem passou pela cabe\u00e7a dos observadores behavioristas entrar nas mentes dos crentes, para examinar as not\u00f3rias anomalias epistemol\u00f3gicas destas cren\u00e7as. De fato,&#8230;. todas as crian\u00e7as humanas aprendem onto-geneticamente as posi\u00e7\u00f5es afetivas que est\u00e3o por detr\u00e1s da magia e da religi\u00e3o, uma tese que pode ser demonstrada na biologia espec\u00edfica da esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>AINSWORTH, M D S. Attachments accross the life span. Bulletin of the New York Academy of Medicine, 61, 792-812, 1985.<\/p>\n<p>KIRKPATRICK, LEE A . O Papel do Apego na Cren\u00e7a Religiosa e no Comportamento. In: Kim Bartholomew &#038; Daniel Perlman Attachment Processes in Adulthood, London and Bristol, Pensylvania, Jessica Kingsley Publishers, 1994.<\/p>\n<p>MEISSNER, W. Psychoanalysis and Religion. Journal of Psychoanalysis, 1978.<\/p>\n<p>RIZZUTO, ANA MARIA. The Birth of the Living God. Chicago Univ. Press, 1979.<\/p>\n<p>SCHORE, N A The Effects of a Secure Attachment Relationship on Right Brain Development, Affect Regulation and Infant Mental Health. Infant Mental Health Journal. 22, 7-66, 2001. Dispon\u00edvel em www.trauma-pages.com (Acesso Mar\u00e7o 2002).<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o na 17\u00aa. Confer\u00eancia Internacional de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica<br \/>Salvador, BA \u2013 7 a 10 de Outubro de 2003<\/p>\n<p>Odila Weigand<br \/>An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica, Trainer Internacional<br \/>Rua Arapiraca, 7 \u2013 05443 020 \u2013 V. Madalena, SP, SP &#8211; Brasil<br \/>Tel: 55 (11) 3813 2261<br \/>E-mail: odilawei@bioenergetica.com.br &#8211; www.ligare.psc.br <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26 &#8211; T\u00edtulo do trabalho O PAPEL DO APEGO NA CREN\u00c7A RELIGIOSA E NO COMPORTAMENTO DEUS, OBJETO TRANSICIONAL. A INFLU\u00caNCIA NA FORMA\u00c7\u00c3O DO SENSO DE SELF<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-93","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-congresso-2003"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}