{"id":90,"date":"2011-01-11T01:42:00","date_gmt":"2011-01-11T01:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=90"},"modified":"2011-01-11T01:42:00","modified_gmt":"2011-01-11T01:42:00","slug":"o-rosto-o-olhar-expressao-da-vidao-rosto-o-olhar-expressao-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/o-rosto-o-olhar-expressao-da-vidao-rosto-o-olhar-expressao-da-vida\/","title":{"rendered":"O ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA\u201d.\u201cO ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>    29 &#8211; T\u00edtulo do trabalho<br \/>    \u201cO ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA\u201d.\u201cO ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA\u201d.<\/p>\n<p>Maria Zeneide Monteiro*<br \/>Luis Gon\u00e7alvez<\/p>\n<p>A proposta deste workshop \u00e9 trabalhar atrav\u00e9s da Bioenerg\u00e9tica, com \u00eanfase no primeiro e segundo segmento da coura\u00e7a caracterial (segmento ocular e oral segundo W. Reich) na conex\u00e3o com conceitos da esquizoan\u00e1lise de G.Deleuze e F. Guattari , buscando a libera\u00e7\u00e3o do fluxo e pulsa\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na constru\u00e7\u00e3o de outros rostos, outros olhares.<br \/>\u201cW. Reich considera o rosto e os tra\u00e7os de rostidade como uma das pe\u00e7as sociais da coura\u00e7a caracterial e das resist\u00eancias do ego, opondo-se como segmento (ocular e oral) ao livre movimento das correntes bioenerg\u00e9ticas do corpo\u201d. Conectando os conceitos de territorialidade e de rostidade de G. Deleuze e F. Guattari com os de coura\u00e7a muscular e caracterial de W. Reich com a An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica, podemos afirmar que a desterritorializa\u00e7\u00e3o do corpo implica una reterritorializac\u00e3o no rosto.<br \/>A sobrecodifica\u00e7\u00e3o pela hegemonia da imagem e do despotismo do rosto (morais autorit\u00e1rias, repressivas, narcis\u00edstica). A m\u00e1quina de rostidade (produ\u00e7\u00e3o social do rosto), efetua uma rostrifica\u00e7\u00e3o de todo o corpo, de seus entornos, de suas fun\u00e7\u00f5es e de seus objetos. Se o rosto produzido socialmente \u00e9 uma pol\u00edtica, desfazer o rosto tamb\u00e9m ser\u00e1 uma pol\u00edtica.\u201d<br \/>Deleuze e Guattari prop\u00f5em abrir o corpo a conex\u00f5es e territ\u00f3rios, buscar novas formas de express\u00e3o, experimentar em lugar de significar e interpretar, abrir-se \u00e0s multiplicidades que nos atravessam e as intensidades que nos acorrem, tratar-se e tratar aos demais como fluxos e n\u00e3o como c\u00f3digos, reinventar coletivamente os regimes de paix\u00e3o, construir (com prud\u00eancia e paci\u00eancia, por\u00e9m sem medo) fluxo por fluxo..<br \/>Tudo que tiveste imensa vontade de dizer e n\u00e3o pudeste expressar em palavras depois o mostrar\u00e1s na cara. Este processo, que come\u00e7a na fam\u00edlia e logo se generaliza no resto dos grupos e institui\u00e7\u00f5es, o podemos pensar desde o conceito esquizoanal\u00edtico de rostidade<\/p>\n<p>A rostidade \u00e9 um processo de subjetiva\u00e7\u00e3o definido por G. Deleuze e F. Guattari que nos permite pensar como se produz socialmente um rosto.<br \/>Construir um rosto, desde uma mirada repressiva, \u00e9 uma das primeiras pol\u00edticas que aprende uma crian\u00e7a: a aboli\u00e7\u00e3o premeditada das coordenadas do corpo da crian\u00e7a, pelas quais passavam semi\u00f3ticas pol\u00edvocas e devires multidimensionais, por um encoura\u00e7amento muscular atravessado pela repress\u00e3o expressiva.<br \/>Na medida em que uma crian\u00e7a \u201cfaz corpo\u201d com a repress\u00e3o come\u00e7a a construir um rosto adaptativo ao conformismo e aos requerimentos culturais. Esta m\u00e1quina de rostidade (a produ\u00e7\u00e3o social do rosto), efetua uma rostifica\u00e7\u00e3o de todo o corpo, de seus entornos, de suas fun\u00e7\u00f5es, de seus objetos. Por exemplo:<br \/>\u201cnos EEUU a rostidade est\u00e1 inscrita na linguagem. Ser babeface implicar\u00e1 a capacidade de representar o papel de barbie-modelo-amante, talkingface dar\u00e1 conta de uma pessoa cr\u00edvel que poder\u00e1 jogar como o pol\u00edtico-vendedor-informante; scarface nos faz voltar aos guetos e aos submundos mafiosos; fuckingface tem sua tradu\u00e7\u00e3o direta ao idioma espanhol. Em Buenos Aires uma das formas da rostidade se relaciona com a capacidade que tem os novos ricos de fazer-se ver: fabricando, desenhando e fazendo difundir sua imagem para consumo massivo. Uma das revistas argentinas de maior tiragem (Caras) \u00e9 neste mesmo sentido, um paradigma de rostidade careta. Multiplica\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das caras e do rosto em lugares p\u00fablicos (restaurantes, pubs, aeroportos, mans\u00f5es, praias, etc.). A visibilidade social atual inaugura uma nova fronteira. De um lado os vis\u00edveis: os novos nobres, os conhecidos VIPs que tem acesso a La Pantalla (tela de proje\u00e7\u00e3o); do outro: os desconhecidos, os cholulos, os ignorados pelo lobby da imagem. Em nosso pa\u00eds (como n\u00e3o poderia ser de outra maneira) vivemos uma rostidade mais discreta, ainda que n\u00e3o menos influenciada pela maquinaria sociot\u00e9cnica que atravessa mercantilmente a sociedade, buscando impor a expressividade codificada. Imaginem a crise de aprendizagem do pol\u00edtico que logo depois de ser maquiado em sua fisionomia, estudado e treinado durante horas em sua linguagem e em seu discurso, em seu sorriso e em seus gestos, recebe como \u00faltimo conselho de seu assessor de imagem (e um momento antes de sair para as c\u00e2maras): <<bom agora, por favor, seja completamente natural e espont\u00e2neo>> \u201c.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta perspectiva, de reconectar a express\u00e3o a natureza e aos fluxos da vida, que fazemos a articula\u00e7\u00e3o da An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica com a Esquizoan\u00e1lise.<\/p>\n<p>Obs: Estes conceitos e articula\u00e7\u00f5es ser\u00e3o explicitados durante o workshop.<\/p>\n<p>Maria Zeneide Monteiro, Psic\u00f3loga; Psicoterapeuta reichiana; Analista Bioenerg\u00e9tica e Local trainer\/SOBAB;Analista institucional; Prof. do curso Forma\u00e7\u00e3o em Clinica Reichiana\/Sedes Sapientiae; professora do Inst. W. Reich de Vit\u00f3ria e do Taller de Est\u00fadios y An\u00e1lisis Bioenerg\u00e9tico\/TEAB\/ Uruguay.<br \/>Luis Gon\u00e7alves,Psic\u00f3logo; Prof. da Universidade de la Republica\/Montevideo; Coord. do Taller de Est\u00fadios y An\u00e1lisis Bioenerg\u00e9tico\/TEAB\/ Uruguay; Especializa\u00e7\u00e3o em An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica, Terapia Reichiana e EMDR. Prof. convidado do Sedes Sapientiae; Autor dos livros \u201cLos Corpos Invisibles\u201d, \u201cAn\u00e1lisis Bioenerg\u00e9tico. Devenires corporales de la clinica y de la pedagogia\u2019\u2019 y \u201c Arqueolog\u00eda del Cuerpo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29 &#8211; T\u00edtulo do trabalho \u201cO ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA\u201d.\u201cO ROSTO, O OLHAR.. EXPRESS\u00c3O DA VIDA\u201d. 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