{"id":263,"date":"2016-02-12T13:45:00","date_gmt":"2016-02-12T15:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=263"},"modified":"2016-02-12T13:45:00","modified_gmt":"2016-02-12T15:45:00","slug":"como-o-afeto-pode-ser-parceiro-das-relacoes-familiares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/como-o-afeto-pode-ser-parceiro-das-relacoes-familiares\/","title":{"rendered":"Como o afeto pode ser parceiro das rela\u00e7\u00f5es familiares"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Pessoas boas fazem coisas boas. Pessoas que amam fazem coisas amorosas. N\u00e3o h\u00e1 como ser diferente. O que somos torna-se mais importante do que o que fazemos, sobretudo no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Quando falamos do relacionamento entre pais e filhos, estamos falando, fundamentalmente, do ser; o fazer ser\u00e1 uma conseq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p>Isso explica a frustra\u00e7\u00e3o de alguns pais que se esmeram no fazer, mas esquecem de ser para seus filhos pessoas que amam. Para os filhos o fazer, embora seja necess\u00e1rio, decresce de import\u00e2ncia diante da express\u00e3o do ser, at\u00e9 porque o nosso \u201cfazer\u201d s\u00f3 ter\u00e1 consist\u00eancia se for percebido e sentido como uma resultante natural do que somos.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, \u00e9 preciso que os filhos vejam em n\u00f3s o que queremos ver neles. Sem essa constata\u00e7\u00e3o eles ter\u00e3o uma dificuldade a mais para incorporar a seus comportamentos aquilo que lhes ensinamos. Mais do que explica\u00e7\u00f5es, eles precisam de exemplifica\u00e7\u00e3o. O que dizemos a eles precisa estar revestido da autoridade de quem se comporta da forma como sugere que fa\u00e7am.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de afeto estabelece o ambiente no qual se processa o desenvolvimento em todas suas frentes. E esse amor come\u00e7a quando come\u00e7amos a mostrar a nossa alma para eles. \u00c9 por isso, que a liga\u00e7\u00e3o entre duas pessoas n\u00e3o se d\u00e1 pela fus\u00e3o, mas pela rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o de amor com o filho, n\u00e3o basta que ele tenha certeza e seguran\u00e7a de que o amamos. Mais do que isso, ser\u00e1 necess\u00e1rio manifestar o amor que temos por eles. Para o outro, amor que n\u00e3o se manifesta, aparece como uma interroga\u00e7\u00e3o, que, geralmente, se consubstancia na d\u00favida. E a d\u00favida que persiste, constr\u00f3i o vazio.<\/p>\n<p>Provavelmente, a grande falha dos pais na constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o de afeto com os filhos reside na dificuldade de expressar o amor que, sem d\u00favida, eles j\u00e1 t\u00eam. \u00c9 doloroso termos a certeza de que amamos sem que o objeto do nosso amor se disponha a aceitar a nossa doa\u00e7\u00e3o afetiva por n\u00e3o encontrar evid\u00eancias tranq\u00fcilizadoras.<\/p>\n<p>O amor que n\u00e3o se expressa na a\u00e7\u00e3o se assemelha a um rio congelado: continua sendo rio, mas perde a sua fun\u00e7\u00e3o principal. Amores \u201ccongelados\u201d n\u00e3o t\u00eam como atuar dinamicamente na rela\u00e7\u00e3o parental.<\/p>\n<p>O amor ser\u00e1 parceiro das rela\u00e7\u00f5es entre pais e filhos quando cumprir tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis: Primeiramente, quando aceitar a imperfei\u00e7\u00e3o como o caminho do desenvolvimento. Em segundo lugar, quando se expressar de uma forma paciente. N\u00e3o com aquela paci\u00eancia que \u201ctem limites\u201d. Paci\u00eancia que \u00e9 paci\u00eancia, \u00e9 infinita. \u00c9 verdade, que \u00e0s vezes, nos cansamos de ser pacientes. A\u00ed, s\u00f3 teremos uma sa\u00edda: descansar e continuar a nossa caminhada de paci\u00eancia. Em terceiro lugar, o amor ser\u00e1 parceiro quando entendermos que precisamos exercitar a boa vontade de ouvir os filhos naquilo que eles t\u00eam a dizer e n\u00e3o simplesmente no que pretendemos ouvir.<\/p>\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, se quisermos fazer parte das solu\u00e7\u00f5es, teremos de aceitar fazer parte dos problemas. No grupo familiar, os problemas de um s\u00e3o, na realidade, os problemas de todos. A fam\u00edlia \u00e9 a conjun\u00e7\u00e3o da diversidade. E a fam\u00edlia \u00e9 a verdadeira express\u00e3o do conjunto no qual seus membros n\u00e3o perdem a individualidade. Nisso reside a sua for\u00e7a. Quando se tenta atingir a individualidade atrav\u00e9s de uma pedagogia repressora, destru\u00edmos a sua condi\u00e7\u00e3o de conjunto pela perda da coes\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem afeto as rela\u00e7\u00f5es morrem por desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Toda conviv\u00eancia exige daqueles que dela participam, uma express\u00e3o de afeto, que nada mais ser\u00e1 do que uma declara\u00e7\u00e3o de amor, por silenciosa que seja.<\/p>\n<p><strong>Luiz Schettini Filho<\/strong><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.luizschettini.psc.br\">www.luizschettini.psc.br<\/a><\/p>\n<p>CURRICULUM<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica em Psicologia, Filosofia e Teologia<\/p>\n<p>Professor de Psicologia da Inf\u00e2ncia, Psicologia da Adolesc\u00eancia e Psicologia da Aprendizagem.<\/p>\n<p>Psic\u00f3logo cl\u00ednico<\/p>\n<p>Autor de livros e CDs na \u00e1rea de Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o e Psicologia Interpessoal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas boas fazem coisas boas. 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