{"id":189,"date":"2011-02-14T17:35:00","date_gmt":"2011-02-14T17:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=189"},"modified":"2011-02-14T17:35:00","modified_gmt":"2011-02-14T17:35:00","slug":"a-teoria-do-apego-e-a-construcao-do-self","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/a-teoria-do-apego-e-a-construcao-do-self\/","title":{"rendered":"A TEORIA DO APEGO E A CONSTRU\u00c7\u00c3O DO SELF"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; \" align=\"center\">A TEORIA DO APEGO E A CONSTRU\u00c7\u00c3O DO SELF<!--?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/--><b><o:p><\/o:p><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=\"center\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><br \/><\/b><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=\"center\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p> <\/o:p><\/b><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Cristina Piauhy*<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"mso-spacerun: yes\"> <\/span>\u201cMam\u00e3e, eu me vejo nos seus olhos\u201d.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"mso-tab-count: 7\">                                                                            <\/span><span style=\"mso-spacerun: yes\">    <\/span><span style=\"mso-spacerun: yes\">                                        <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"mso-spacerun: yes\"> <\/span>\u00cdsis <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">Para uma constru\u00e7\u00e3o do Self saud\u00e1vel \u00e9 necess\u00e1rio que a crian\u00e7a possa ter vivenciado no contato com o outro, uma base segura a partir da qual o individuo possa explorar o mundo e experimentar outras rela\u00e7\u00f5es. Winnicott afirma que \u201co primeiro espelho da criatura humana \u00e9 o rosto da m\u00e3e, sobretudo o seu olhar. Ao olhar-se no espelho do rosto materno, o beb\u00ea v\u00ea a si mesmo. Quando olho, sou visto, logo existo. Posso agora me permitir olhar e ver\u201d. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Segundo Lowen (1997), as crian\u00e7as, especialmente os beb\u00eas, precisam de amor incondicional para que possam crescer como adultos saud\u00e1veis. Na realidade sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia depende de um v\u00ednculo amoroso com um adulto.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">A teoria do apego diz: O individuo n\u00e3o existe, s\u00f3 existe no sistema relacional, interpessoal<span style=\"COLOR: red\">.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Na defini\u00e7\u00e3o de Mary Ainsworth, Apego refere-se a um v\u00ednculo afetivo, onde existe a necessidade da presen\u00e7a do outro, e um acr\u00e9scimo na sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a deste.<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Bee (1996) faz uma diferen\u00e7a entre apego e v\u00ednculo afetivo. O sentimento do beb\u00ea em rela\u00e7\u00e3o a seus pais \u00e9 um apego, na medida em que ele sente nos pais a base segura para explorar e conhecer o mundo a sua volta. O sentimento dos pais em rela\u00e7\u00e3o ao filho \u00e9 descrito como v\u00ednculo afetivo, j\u00e1 que os pais n\u00e3o experimentam um aumento em seu senso de seguran\u00e7a na presen\u00e7a do filho e tampouco o filho tem para os pais a caracter\u00edstica de base segura. O apego seguro vivido na primeira inf\u00e2ncia influencia nas rela\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo com a sociedade.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">John Bowlby concluiu, nos estudos que fez sobre o v\u00ednculo entre m\u00e3e e filho, que essa liga\u00e7\u00e3o era parte de um sistema de comportamento que servia \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, j\u00e1 que os beb\u00eas humanos s\u00e3o indefesos e incapazes de sobreviverem sozinhos por um longo per\u00edodo de tempo. Deste modo, o apego dos beb\u00eas \u00e0s suas m\u00e3es ou cuidadores \u00e9 o que possibilitaria a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">A partir da primeira rela\u00e7\u00e3o, segundo Bowlby, estabelece-se no indiv\u00edduo um modo de funcionamento, Modelo Funcional Interno. A crian\u00e7a que tem em sua experi\u00eancia um modelo seguro de apego vai desenvolver expectativas positivas em rela\u00e7\u00e3o ao mundo, acreditando na possibilidade de satisfa\u00e7\u00e3o de suas necessidades. J\u00e1 uma outra com um modelo menos seguro, poder\u00e1 desenvolver em rela\u00e7\u00e3o ao mundo expectativas menos positivas.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">A intera\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filho iniciada durante a gesta\u00e7\u00e3o, \u00e9 permeada por emo\u00e7\u00f5es intensas vividas pela m\u00e3e. O nascimento do beb\u00ea inaugura uma nova etapa nessa rela\u00e7\u00e3o, agora n\u00e3o \u00e9 mais o filho idealizado ou a imagem fantasm\u00e1tica, mas o beb\u00ea real que ali est\u00e1. \u00c9 o inicio da forma\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo entre duas pessoas com as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de cada uma.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Nas primeiras fases do desenvolvimento emocional do beb\u00ea humano, um papel vital \u00e9 desempenhado pelo meio ambiente, que, de fato, o beb\u00ea ainda n\u00e3o separou de si mesmo. Gradativamente, a separa\u00e7\u00e3o entre o eu e o n\u00e3o-eu se efetua, e o ritmo dela varia de acordo com o beb\u00ea e com o meio ambiente (Winnicott,1971).<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Na medida em que a crian\u00e7a cresce ganha autonomia com a sofistica\u00e7\u00e3o do sistema de locomo\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento da fala e o controle dos esf\u00edncteres. Inicia seu processo de socializa\u00e7\u00e3o com a entrada na pr\u00e9 escola ampliando suas possibilidades de novos v\u00ednculos afetivos.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p> <\/o:p><\/b><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">A CONSTRU\u00c7\u00c3O DO SELF<o:p><\/o:p><\/b><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p> <\/o:p><\/b><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt\">Segundo Guy Tonella, analista bioenerg\u00e9tico, o Self precisa de dois anos aproximadamente para construir suas liga\u00e7\u00f5es, para se integrar. Depois de dois anos se desenvolve o EGO como prolongamento do SELF.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">O beb\u00ea ao ser gestado no ventre materno tem experi\u00eancias que, provavelmente, se integrar\u00e3o na maneira como ele experimentar\u00e1 suas vivencias no e com o espa\u00e7o (Safra, 2005).<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">A seguran\u00e7a representada inicialmente pela m\u00e3e \u00e9 substitu\u00edda por uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a no pr\u00f3prio self e no pr\u00f3prio corpo. Mas a seguran\u00e7a no Self s\u00f3 se desenvolve no grau que a crian\u00e7a se sente segura em seu v\u00ednculo com a m\u00e3e (Lowen-1997).<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Alexander Lowen, criador da An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica, acredita que o beb\u00ea nasce com um Self que \u00e9 um fen\u00f4meno biol\u00f3gico, n\u00e3o psicol\u00f3gico. O ego, em contrapartida, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o mental que se desenvolve a medida que a crian\u00e7a cresce. O senso de Self ou a consci\u00eancia do Self nasce quando o ego passa a estar definido atrav\u00e9s da autoconsci\u00eancia, da auto-express\u00e3o e do autocontrole. O Self, portanto, pode ser definido como um aspecto sens\u00edvel do corpo.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Inicialmente a organiza\u00e7\u00e3o do Self decorre do registro que se estabelece no encontro do corpo do beb\u00ea com o corpo materno. As experi\u00eancias organizam-se em formas sensoriais: de sons, de calor, de tato, de ritmos e de motilidade, entre outras. Esses in\u00fameros registros s\u00e3o fen\u00f4menos em que a presen\u00e7a da m\u00e3e \u00e9 o Self da crian\u00e7a. Essa diversidade de sensa\u00e7\u00f5es capacita a crian\u00e7a a ter um corpo, n\u00e3o um corpo coisa, mas torna-se um corpo humano. A crian\u00e7a precisa de uma m\u00e3e devotada. A m\u00e3e devotada \u00e9 aquela que n\u00e3o perde de vista o ser de seu filho. Para que uma mulher possa dar as condi\u00e7\u00f5es a fim de que seu beb\u00ea seja humano, \u00e9 preciso que ela pr\u00f3pria tenha o amparo necess\u00e1rio para realizar suas fun\u00e7\u00f5es maternas. O ambiente provedor \u00e9 tudo o que circunda o beb\u00ea: sua m\u00e3e, sua fam\u00edlia, seu pa\u00eds, seu mundo.<b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"> <\/b>A m\u00e3e aflita, apesar de possuir uma liga\u00e7\u00e3o bastante intensa com seu beb\u00ea, acaba por coisifica-lo, na tentativa de aplacar sua pr\u00f3pria ansiedade e afli\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a ganha unidade corporal por meio da e na presen\u00e7a do outro, surgindo paulatinamente um corpo ps\u00edquico (SAFRA,2005).<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">O self n\u00e3o pode ser constru\u00eddo sem os v\u00ednculos. E estes v\u00ednculos interpessoais n\u00e3o s\u00e3o devidos a um ou outro dos protagonistas, mas sim \u00e0 interatividade deles e ao m\u00fatuo apego que existe entre eles. Isso se aplica ao v\u00ednculo m\u00e3e-beb\u00ea e ao v\u00ednculo terapeuta-cliente, quando o cliente ainda esta buscando seu senso de exist\u00eancia na pr\u00f3pria subjetividade, segundo Guy Tonella.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">As atuais pesquisas trazem duas poderosas id\u00e9ias:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 54pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l2 level1 lfo1; tab-stops: list 54.0pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>As atividades pr\u00f3prias da crian\u00e7a, e suas capacidades de aprendizado est\u00e3o profundamente ligadas ao prazer que a crian\u00e7a delas usufrui, bem como o prazer que os pais sentem conjuntamente com ela.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 54pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l2 level1 lfo1; tab-stops: list 54.0pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Este prazer experimentado pela crian\u00e7a possibilita uma reserva narcisista. Tr\u00eas n\u00facleos que s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento do Self v\u00e3o emergir da\u00ed:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l2 level2 lfo1; tab-stops: list 90.0pt\"><span style=\"mso-list: Ignore\">1.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span>N\u00facleo de seguran\u00e7a do Self (estudo de Mary Ainsworth): exige tr\u00eas crit\u00e9rios para ser estabelecido:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.8pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l4 level1 lfo2; tab-stops: list 106.8pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Uma m\u00e3e que n\u00e3o se liga ao beb\u00ea de forma ansiosa<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.8pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l4 level1 lfo2; tab-stops: list 106.8pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Uma m\u00e3e receptiva aos sinais<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 106.8pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l4 level1 lfo2; tab-stops: list 106.8pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Uma m\u00e3e que responde de maneira adequada<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l2 level2 lfo1; tab-stops: list 90.0pt\"><span style=\"mso-list: Ignore\">2.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span>N\u00facleo de auto-confian\u00e7a que sup\u00f5e:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 108pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo3; tab-stops: list 108.0pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Uma m\u00e3e que permita que o beb\u00ea a use quando est\u00e1 buscando um significado para reproduzir algo que descobriu, de modo a que tenha \u00eaxito.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 108pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo3; tab-stops: list 108.0pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>Um par m\u00e3e-beb\u00ea em que as mesmas causas reproduzem as mesmas conseq\u00fc\u00eancias, de modo que caracter\u00edsticas de const\u00e2ncia e perman\u00eancia organizam as rela\u00e7\u00f5es de troca. Isso possibilita o beb\u00ea a construir \u201cum modelo operativo interno\u201d (MOI) (Bowlby,1969) ou seja uma referencia interna que possibilita a reprodu\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel de seu padr\u00e3o de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l2 level2 lfo1; tab-stops: list 90.0pt\"><span style=\"mso-list: Ignore\">3.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span>N\u00facleo de auto-estima:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 108pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo4; tab-stops: list 108.0pt\"><span style=\"font-family: Symbol; \"><span style=\"mso-list: Ignore\">\u00b7<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">         <\/span><\/span><\/span>A confirma\u00e7\u00e3o feita pela m\u00e3e, de que esta referencia interna adquirida pelo beb\u00ea \u00e9 eficiente, fundamenta o n\u00facleo da auto-estima.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">Quando a cadeia integrativa (n\u00facleo de auto-seguran\u00e7a \u2013 n\u00facleo de auto-confian\u00e7a \u2013 n\u00facleo de auto-estima) \u00e9 rompida, coloca em perigo os fundamentos b\u00e1sicos do Self e cria as \u201cferidas narc\u00edsicas\u201d.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">Uma vez ancorados nesta reserva narc\u00edsica prim\u00e1ria baseada em auto-seguran\u00e7a, auto-confian\u00e7a e auto-estima, os quatro continuuns de integra\u00e7\u00e3o do Self podem emergir e progressivamente v\u00e3o se organizando. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">Ainda segundo Guy Tonella, eles correspodem aos quatro n\u00edveis de integra\u00e7\u00e3o estudados na an\u00e1lise bioenerg\u00e9tica.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Continuuns de Integra\u00e7\u00e3o<\/b>: O Self se constr\u00f3i a partir de quatro continuuns sucessivos, cada um deles tem suas pr\u00f3prias fun\u00e7\u00f5es, e cada um desenvolve seu pr\u00f3prio tipo de v\u00ednculo com o ambiente interpessoal:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 90.0pt\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"mso-list: Ignore\">1.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span><\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">O continuum da vitalidade e os v\u00ednculos existenciais<\/b> \u2013 lida fundamentalmente com a fun\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e pulsante descrita por Reich. Esse n\u00edvel mobiliza o cora\u00e7\u00e3o da pessoa em sua regula\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica b\u00e1sica, que fornece as sensa\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas, ainda que prim\u00e1rias, de estar viva. Esta \u00e1rea integradora da vitalidade \u00e9 que regula a vida do beb\u00ea ao nascer, considerando que, durante todo o per\u00edodo em que essa vida durar, ela continua sendo a base da sensa\u00e7\u00e3o de vida atrav\u00e9s de m\u00faltiplas experi\u00eancias de estrutura\u00e7\u00e3o, de conflitos ou experi\u00eancias traum\u00e1ticas. Os afetos de vitalidade s\u00e3o experi\u00eancias de despertar, de ativa\u00e7\u00e3o, ou de modifica\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do estado corporal, de forma\u00e7\u00e3o de impulsos e de prepara\u00e7\u00e3o para padr\u00f5es de a\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o s\u00e3o percebidos como emo\u00e7\u00e3o. O v\u00ednculo existencial m\u00e3e-beb\u00ea est\u00e1 baseado nos processos de ativa\u00e7\u00e3o do beb\u00ea pela m\u00e3e e vice-versa. Embora este v\u00ednculo existencial seja, sem d\u00favida, criado durante o per\u00edodo pr\u00e9-natal, ele s\u00f3 se expressa a partir do nascimento por meio de intercambio entre m\u00e3e e filho. A m\u00e3e que for constante no ritmo da estimula\u00e7\u00e3o do beb\u00ea, seja pelo toque, o gesto, a voz, etc. permite que a crian\u00e7a reproduza com o passar dos dias, a experi\u00eancia similar de estimula\u00e7\u00e3o, e a experi\u00eancia similar dos sentimentos de vitalidade. Padr\u00f5es de estimula\u00e7\u00e3o v\u00e3o se organizando e se estabilizando. Esses pais s\u00e3o, de um lado, criadores de organiza\u00e7\u00e3o para a crian\u00e7a e, de outro lado s\u00e3o criadores de v\u00ednculos existenciais dos quais elas emergem, e para os quais passam a existir. Quando o beb\u00ea n\u00e3o consegue desenvolver seu sentimento de exist\u00eancia, com base num n\u00edvel de afetos de vitalidade, em sua bi-polaridade sentimentos de ativa\u00e7\u00e3o\/sentimentos de relaxamento. Esta \u00e9 a origem da personalidade esquiz\u00f3ide. Se este processo integrador de vitalidade e o vinculo existencial s\u00e3o bem formados, os afetos de vitalidade fortalecem as conex\u00f5es sens\u00f3rio-motoras que v\u00e3o emergindo, reflexo que ent\u00e3o \u00e9 espont\u00e2neo. Conduzem a sensa\u00e7\u00f5es precisas e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo. Contribuem para o aparecimento do pr\u00f3prio corpo, ou melhor, \u201ccorpo subjetivo\u201d que \u00e9 o corpo como primeira organiza\u00e7\u00e3o subjetiva do Self.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 72pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 90.0pt\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"mso-list: Ignore\">2.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span><\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Continuum do corpo subjetivo e o v\u00ednculo interpessoal \u2013 <\/b>aparece por volta dos <!--?xml:namespace prefix = st1 ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags\" \/--><st1:metricconverter w:st=\"on\" productid=\"2 a\">2 a<\/st1:metricconverter> 3 meses de idade, organizado pelo desenvolvimento da fun\u00e7\u00e3o motora volunt\u00e1ria.<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span>Antes dos 2 ou 3 meses o t\u00f4nus muscular \u00e9 \u00fatil para os reflexos motores. Depois progressivamente, vai se tornando \u00fatil para o controle volunt\u00e1rio da musculatura. O per\u00edodo entre o sexto e o d\u00e9cimo segundo m\u00eas \u00e9 quando ocorre a s\u00edntese t\u00f4nica. A distribui\u00e7\u00e3o t\u00f4nica em todo o organismo, da cabe\u00e7a aos p\u00e9s, se completa aos 2 anos, e constitui ent\u00e3o um \u201cenvelope t\u00f4nico\u201d, dela prov\u00e9m a sensa\u00e7\u00e3o de uma delimita\u00e7\u00e3o do Self, o que chamamos muitas vezes em an\u00e1lise bioenerg\u00e9tica de limite ou fronteira do Self. Organiza\u00e7\u00e3o da estrutura espa\u00e7o-temporal. O t\u00f4nus muscular e suas adapta\u00e7\u00f5es permanentes assumem a fun\u00e7\u00e3o de manter uma coes\u00e3o b\u00e1sica do Self e garantem a sensa\u00e7\u00e3o de viver como uma continuidade de um Self emergente organizado. As sensa\u00e7\u00f5es e movimentos v\u00e3o se organizando em conex\u00f5es sens\u00f3rio-motoras. A afetividade est\u00e1 ligada a estas invariantes sens\u00f3rio-motoras e participa da constru\u00e7\u00e3o de \u201cpadr\u00f5es de a\u00e7\u00e3o do Self\u201d, isto \u00e9, dos padr\u00f5es personalizados. A constru\u00e7\u00e3o do corpo subjetivo tanto para o beb\u00ea como para o adulto exige a presen\u00e7a de um terceiro regulador, fora do Self. O terapeuta atua como um regulador da estimula\u00e7\u00e3o do paciente, ou do processo energ\u00e9tico.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 72pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 90.0pt\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"mso-list: Ignore\">3.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span><\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Continuum da afetividade e o v\u00ednculo intersubjetivo \u2013 <\/b>O sentimento forte e claro de quem a pessoa \u00e9, ou seja, a constru\u00e7\u00e3o ou o refor\u00e7o do sentimento de identidades subjetivas, nasce do v\u00ednculo interpessoal, e mais precisamente do intercambio afetivo. O terapeuta \u00e9 agente da integra\u00e7\u00e3o afetiva. A partir de 6 meses, a crian\u00e7a exige interc\u00e2mbios afetivos. Emerge assim um novo continuum integrador: a express\u00e3o emocional est\u00e1 se firmando intencionalmente. A partir do 12\u00ba m\u00eas, a crian\u00e7a utiliza o senso emocional desta rela\u00e7\u00e3o para perceber o seu mundo interior e o mundo exterior. Este \u00e9 o come\u00e7o da diferencia\u00e7\u00e3o e de uma dial\u00e9tica corpo-emo\u00e7\u00f5es-pensamentos. A matura\u00e7\u00e3o genital aos 3 anos de idade reconhece esse universo existencial e o metaboliza em torno do interesse genital, desejo e fantasia. A constru\u00e7\u00e3o progressiva do v\u00ednculo intersubjetivo, segundo Daniel Stern, \u00e9 subordinada pela sintonia afetiva m\u00e3e-filho. Ex: compartilhamento afetivo imposs\u00edvel \u2013 m\u00e3e depressiva, sintonia seletiva \u2013 um dos genitores tenta moldar as experi\u00eancias afetivas da crian\u00e7a dentro das necessidades parental. M\u00e1 sintonia e regula\u00e7\u00f5es inadequadas \u2013 tentativas impl\u00edcitas de modificar o comportamento do beb\u00ea. A falta de sintonia do terapeuta mant\u00e9m erguidas as defesas do paciente, redobra as feridas narc\u00edsicas e impede o Self de se desenvolver e de se construir.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 72pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt 90pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 90.0pt\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"mso-list: Ignore\">4.<span style=\"FONT: 7pt `Times New Roman`\">      <\/span><\/span><\/b><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Continuum da linguagem verbal e o v\u00ednculo discursivo <\/b>\u2013 quando se fala, concentra-se nos estados subjetivos, n\u00f3s os objetivamos por meio da linguagem, e o compartilhamos. Come\u00e7a a emergir quando o beb\u00ea chega aos 15 meses.<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span>As experi\u00eancias de corpo subjetivo e as experi\u00eancias emocionais subjetivas s\u00f3 podem ser compreendidas parcialmente por meio da linguagem verbal, que \u00e9 um processo de objetifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify\">Segundo Winnicott, o relacionamento entre o menino ou a menina e suas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas internas se modificam de acordo com as expectativas apresentadas pelo pai e pela m\u00e3e e por aqueles que se tornaram importantes na vida externa do indiv\u00edduo. S\u00e3o o S<i>elf<\/i> e a vida do <i>Self<\/i> que, sozinhos, fazem sentido da a\u00e7\u00e3o ou do viver desde o ponto de vista do indiv\u00edduo que cresceu at\u00e9 ali e est\u00e1 continuando a crescer, da depend\u00eancia e da imaturidade para a independ\u00eancia e a capacidade de identificar-se com objetos amorosos maduros. Um <i>Self<\/i> total \u2013 implica uma diferencia\u00e7\u00e3o entre eu e n\u00e3o-eu numa crescente integra\u00e7\u00e3o, at\u00e9 permitir uma imagem unificada de si mesmo e do mundo exterior. Isso acontece a partir de um \u201cambiente suficientemente bom\u201d que possibilite o desenvolvimento das potencialidades de um Self rudimentar que j\u00e1 existe desde o nascimento, embora de forma extremamente fr\u00e1gil. Nos casos em que falha a fun\u00e7\u00e3o materna de integrar as sensa\u00e7\u00f5es corporais do beb\u00ea, os est\u00edmulos ambientais e o despertar de suas capacidades motoras, a crian\u00e7a sente sua continuidade existencial (ser) amea\u00e7ada e procura substituir a prote\u00e7\u00e3o que lhe falta por outra, \u201cfabricada\u201d por ela. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify\">Inicialmente a crian\u00e7a precisa idealizar a m\u00e3e ou o cuidador(a), que exerce a fun\u00e7\u00e3o de atender \u00e0 necessidade fundamental do beb\u00ea de sentir-se amparado e seguro. Mas como humanos a m\u00e3e ou o cuidador(a) falham no atendimento a alguma necessidade b\u00e1sica. Se estas falhas acontecerem de acordo com a capacidade maturacional do aparelho ps\u00edquico ser\u00e3o chamadas de \u201cfalhas ideais\u201d. S\u00e3o falhas que contribu\u00edram para o amadurecimento ps\u00edquico do beb\u00ea, transformando a fun\u00e7\u00e3o antes exercida pela m\u00e3e ou cuidador(a) em uma estrutura pr\u00f3pria capaz de assistir a si mesmo.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify\">Quando existem falhas traum\u00e1ticas, possibilitando uma desidealiza\u00e7\u00e3o abrupta, o Self n\u00e3o pode ir se estruturando gradualmente, o<span style=\"COLOR: red\"> <\/span>aparelho ps\u00edquico ao inv\u00e9s de desidealizar a m\u00e3e ou cuidador(a) que falhou abruptamente, o mant\u00e9m internalizado de forma idealizada. A desidealiza\u00e7\u00e3o abrupta promoveria a internaliza\u00e7\u00e3o de um objeto idealizado, reprimido para o inconsciente, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de um superego r\u00edgido e punitivo. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 6pt 0cm; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify\">\u00c9 entre o eu e o n\u00e3o-eu que surgir\u00e1 a no\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o que n\u00e3o seja s\u00f3 presen\u00e7a, mas aus\u00eancia \u2013 vazio. Se houveram experi\u00eancias satisfat\u00f3rias nas etapas anteriores, a crian\u00e7a poder\u00e1 dispor de um repert\u00f3rio imaginativo, composto pelas formas sensoriais que lhe deram sentidos de Self. \u00c9 esse repertorio que poder\u00e1 ser utilizado pelo individuo para habitar, imaginativamente, o espa\u00e7o vazio existente entre ele e a m\u00e3e. Nesse momento do desenvolvimento aparece um conflito, a crian\u00e7a oscila entre a busca do corpo materno e a curiosidade em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. Isso fascina e aterroriza ao mesmo tempo. A crian\u00e7a experimenta nesse momento maturacional o afastar e o aproximar-se da m\u00e3e, como um treinamento para sua individualiza\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a de posse de um corpo que foi significado pela presen\u00e7a do outro, a crian\u00e7a disp\u00f5e de vida imaginativa, que lhe possibilita ocupar o vazio da aus\u00eancia do outro com sua capacidade de sonhar (SAFRA).<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\">Lowen descreve a pessoa que carece de um senso seguro de Self como algu\u00e9m que se agarra \u00e0 pr\u00f3pria imagem idealizada, grandiosa. Essa grandiosidade pode ser negativa, isto \u00e9, grandiosamente ruim ou denegrida. Como perde o senso do pr\u00f3prio corpo, perde o senso de quem realmente \u00e9. <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 18pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">GANDRA, M. I.<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span>S. e FARIAS, M. A. \u2013 <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">A import\u00e2ncia do Apego no Processo de Desenvolvimento \u2013 <\/b>dispon\u00edvel em: <\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">http:\/\/www.brazilpednews.org.br\/dec2000\/bnp0026.htm<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span>acesso em:26\/03\/09<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">LOWEN, A. <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Narcisismo. A Nega\u00e7\u00e3o do Verdadeiro Self<\/b>. 1983 S Paulo, Cultrix.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">LOWEN, A. <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Alegria: a entrega ao corpo e \u00e0 vida<\/b>. (1997) S\u00e3o Paulo, Summus.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">SAFRA, G \u2013 <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">A face est\u00e9tica do Self \u2013 <\/b>S\u00e3o Paulo, 2005 Ed Id\u00e9ias e Letras<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">TONELLA, G. \u2013 <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Bioenergetic Analysis<\/b>, vol II, n\u00ba2, 2000-P.25-43<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">WEIGAND, O. \u2013 <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">A constru\u00e7\u00e3o do Self saud\u00e1vel \u2013 A teoria do Apego em di\u00e1logo com outras abordagens<\/b> \u2013 dispon\u00edvel em: http:\/\/www.ligare.psc.br\/ acesso em:26\/03\/09<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">WINNICOTT, D W. &#8211; <b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">O brincar e a realidade<\/b>. R Janeiro, Imago, 1971.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">*Cristina Piauhy: Psic\u00f3loga, Analista Bioenerg\u00e9tica, membro do Instituto Internacional de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica (IIBA), Diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Latino Americana de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica (FLAAB), Treinadora Local e supervisora da Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica da Bahia (SABBA), Especialista <st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em Psicologia Cl\u00ednica\">em Psicologia Cl\u00ednica<\/st1:personname>, <span style=\"mso-spacerun: yes\"> <\/span>Arteterapia, e<span style=\"mso-spacerun: yes\">  <\/span><st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em Terapia Sist\uffeamica\">em Terapia Sist\u00eamica<\/st1:personname> de casal e fam\u00edlia.<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\">e-mail: cpiauhy@terra.com.br<\/p>\n<p> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><o:p> <\/o:p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TEORIA DO APEGO E A CONSTRU\u00c7\u00c3O DO SELF Cristina Piauhy* \u201cMam\u00e3e, eu me vejo nos seus olhos\u201d. \u00cdsis Para uma constru\u00e7\u00e3o do Self saud\u00e1vel \u00e9<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":368,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/189\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}