{"id":150,"date":"2011-01-11T03:31:00","date_gmt":"2011-01-11T03:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=150"},"modified":"2011-01-11T03:31:00","modified_gmt":"2011-01-11T03:31:00","slug":"palestra-dialogo-o-futuro-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/palestra-dialogo-o-futuro-e-agora\/","title":{"rendered":"[PALESTRA] DI\u00c1LOGO: O FUTURO \u00c9 AGORA"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o: Di\u00e1logo \u2013 T\u00edtulo: O futuro \u00e9 agora.<br \/>\nOSWALDO GUIMAR\u00c3ES<br \/>\nPsiquiatra, Terapeuta certificado em An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica (CBT)<\/p>\n<p>O futuro \u00e9 agora<\/p>\n<p>Tudo o que somos, tudo o que efetivamente nos pertence est\u00e1 no presente.<\/p>\n<p>Como zona de converg\u00eancia, ou mais propriamente, de encontro, o presente admite uma met\u00e1fora <a href=\"http:\/\/www.circusgold.com\/300-209.html\">300-209 <\/a> espacial, ao lado da sua imediata denota\u00e7\u00e3o temporal. Numa f\u00f3rmula sint\u00e9tica, os limites do presente confundem-se com os limites do pr\u00f3prio corpo, este para al\u00e9m de uma estreita, e algo desajustada, \u00abvestimenta\u00bb f\u00edsica.<\/p>\n<p>O corpo, como sabemos \u2013 como herdeiros da psican\u00e1lise, mas principalmente, como seus cr\u00edticos, a partir de Reich e Lowen -, tamb\u00e9m \u00abincorpora\u00bb a mente, numa tessitura que \u00e9 tanto energ\u00e9tica quanto discursiva, que \u00e9 tanto mat\u00e9ria quanto mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas se dentro da pr\u00e1tica terap\u00eautica as marcas do tempo e do pr\u00f3prio corpo s\u00e3o indissoci\u00e1veis, no discurso m\u00edstico essa rela\u00e7\u00e3o se extrapola: a experi\u00eancia do presente numa experi\u00eancia da<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.circusgold.com\/074-344.html\">074-344 <\/a>eternidade, e a experi\u00eancia individual do corpo numa viv\u00eancia da plenitude do \u00abcorpo de deus\u00bb, cuja imagem c\u00e9lebre \u00e9 a do c\u00edrculo, do qual o centro est\u00e1 em toda a parte e em parte nenhuma.<\/p>\n<p>\u00c9 o que parece ecoar no pensamento de Krishna que, no Bagvadad-Gita, diz a Arjuna, seu amigo guerreiro: \u00abnunca houve um tempo em que eu n\u00e3o tenha existido, nem voc\u00ea. Nem haver\u00e1 qualquer futuro em que deixemos de ser\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir de uma s\u00e9rie de fant\u00e1sticas metodologias corporais que as mais diversas vertentes m\u00edsticas ir\u00e3o induzir uma percep\u00e7\u00e3o hiper-agu\u00e7ada do corpo e do tempo, um dueto, n\u00e3o um duelo.<\/p>\n<p>Ressalte-se, ainda, que a nova \u00abordem\u00bb \u2013 o sentido original da palavra \u00abcosmos\u00bb \u2013 descrita pela f\u00edsica qu\u00e2ntica, colocou em xeque os conceitos cl\u00e1ssicos que regiam as rela\u00e7\u00f5es entre a pessoa e seu tempo. Por conseguinte, n\u00e3o apenas o tempo \u00e9 sabidamente relativo, como \u00absingularidades\u00bb se produzem no tempo que \u00abnegam\u00bb, por assim dizer, a progressividade e a consecutividade l\u00f3gica entre o passado, o presente e o futuro. Al\u00e9m disso, a pessoa n\u00e3o pode ser doravante vista como uma abstra\u00e7\u00e3o desvinculada da experi\u00eancia, mas passa a ser vista como presen\u00e7a que necessariamente modifica, que mesmo \u00abcria\u00bb a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>De todos esses ensinamentos, nos interessa sobretudo o fato de que assim como o presente \u00e9 o tempo onde se d\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de todo evento \u00abfuturo\u00bb, o presente tamb\u00e9m ser\u00e1 o tempo por excel\u00eancia da liberta\u00e7\u00e3o das cadeias que tanto mant\u00eam o passado vivo quanto o sujeito preso ao passado. N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m, especialmente para n\u00f3s, que a experi\u00eancia do tempo e do pr\u00f3prio corpo pode ser bastante dif\u00edcil. Como escreveu Borges, \u00ab&#8230; o hoje \u00e9 fugaz e eterno: outro c\u00e9u n\u00e3o esperes, nem outro inferno\u00bb.<\/p>\n<p>Na verdade, estamos falando do que deve ser entendido como o nosso tempo interior, o nosso mundo interior, da\u00ed a consci\u00eancia de que a eternidade n\u00e3o \u00e9 o futuro nem o passado. A eternidade \u00e9 agora.<\/p>\n<p>Joseph Campbell uma vez apontou como uma necessidade primordial do indiv\u00edduo aquela de manter um \u00absentimento de assombro e gratid\u00e3o ante o que \u00e9 e que para sempre ser\u00e1 o mist\u00e9rio do ser, o mist\u00e9rio do mundo\u00bb. O encontro com esse mist\u00e9rio n\u00e3o ser\u00e1 viver exata e plenamente o nosso agora?<\/p>\n<p>Assim, a eternidade, segundo nos provoca Campbell, n\u00e3o se insere em absoluto na natureza do tempo, mas, est\u00e1 inscrita numa dimens\u00e3o do \u00abagora e para sempre\u00bb, uma dimens\u00e3o da consci\u00eancia do ser que devemos descobrir e experimentar interiormente.<\/p>\n<p>Mas, novamente, a quest\u00e3o essencial se coloca: que lugar \u00e9 esse onde nos encontramos \u00abagora e para sempre\u00bb, sen\u00e3o primordialmente em nosso corpo?<br \/>\nNo entanto, a \u00eanfase na dimens\u00e3o corporal se afasta do mero \u00abculto\u00bb ao corpo, e de uma interpreta\u00e7\u00e3o individualista e hedonista: a verdadeira consci\u00eancia corporal s\u00f3 se constr\u00f3i a partir da rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 na rela\u00e7\u00e3o com o mundo e com os outros que nos abrimos para uma experi\u00eancia profunda do pr\u00f3prio corpo, e portanto, do tempo.<\/p>\n<p>A comunh\u00e3o com o outro e com a natureza passa, obrigatoriamente, pelo reconhecimento desse agora e para sempre em que todos vivemos simultaneamente.<\/p>\n<p>Temos um encontro marcado com nosso corpo, um encontro marcado no presente, do qual n\u00e3o podemos fugir, e a partir do qual podemos caminhar para o pr\u00f3prio c\u00e9u ou para o pr\u00f3prio inferno.<\/p>\n<p>De um c\u00edrculo vicioso que, infelizmente, talvez uma certa forma de psicoterapia n\u00e3o ajude a quebrar, ou seja, a perversa manuten\u00e7\u00e3o do sujeito entre o passado e o futuro, aquele o tempo da doen\u00e7a e este o tempo da cura, s\u00f3 podemos escapar fazendo no presente uma porta aberta para o novo, para os outros atrav\u00e9s da experi\u00eancia libertadora do amor.<\/p>\n<p>Se o amor \u00e9 a prova final da nossa capacidade de nos relacionarmos, ele \u00e9 a senha que nos admitir\u00e1 nesse encontro do nosso corpo com o presente sem medo, sem fuga.<\/p>\n<p>Enfim, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o fundamental de construirmos no mundo atual um lugar melhor para toda a humanidade, melhor no sentido do equil\u00edbrio, da preserva\u00e7\u00e3o, sem esquecer da felicidade, quero enfatizar a import\u00e2ncia da nossa poss\u00edvel contribui\u00e7\u00e3o para ajudar as pessoas a encontrarem essa dimens\u00e3o na sua rela\u00e7\u00e3o consigo mesmas, com os demais, e com a Terra.<br \/>\nO homem que vem da natureza e que, tal como a conhecemos, pode destru\u00ed-la e destruindo-se no processo, precisa saber que na hist\u00f3ria do nosso planeta ocupa uma parcela insignificante do seu tempo: estima-se em cerca de 5 bilh\u00f5es de anos o tempo da sua experi\u00eancia, de cerca de 2 a 3 milh\u00f5es de anos para o aparecimento da esp\u00e9cie humana, e de cerca apenas de 20 a 50 mil anos para o aparecimento do homo sapiens.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 certo que a natureza em muito nos antecede, e que a Terra certamente nos sobreviver\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente, sem d\u00favida, que nos tornemos conscientes de n\u00f3s mesmos, nessa dimens\u00e3o que \u00e9 agora, e \u00e9 dessa ilumina\u00e7\u00e3o de cada um que nascer\u00e1 um verdadeiro cuidado com o outro e com a nossa casa nos Cosmos.<\/p>\n<p>Neste instante, eu me torno respons\u00e1vel por tudo e por todos.<\/p>\n<p>Obrigado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participa\u00e7\u00e3o: Di\u00e1logo \u2013 T\u00edtulo: O futuro \u00e9 agora. 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