{"id":140,"date":"2011-01-11T03:17:00","date_gmt":"2011-01-11T03:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=140"},"modified":"2011-01-11T03:17:00","modified_gmt":"2011-01-11T03:17:00","slug":"vivencia-padroes-vinculares-e-fluxo-energetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/vivencia-padroes-vinculares-e-fluxo-energetico\/","title":{"rendered":"[VIV\u00caNCIA] PADR\u00d5ES VINCULARES E FLUXO ENERG\u00c9TICO"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>PADR\u00d5ES VINCULARES E FLUXO ENERG\u00c9TICO<\/p>\n<p>EULINA MARIA DE CARVALHO RIBEIRO\/SP<br \/>Psicoterapeuta, International Trainer certificada pelo Instituto Internacional de Analise Bioenerg\u00e9tica \u2013 IIBA, treinadora dos cursos de forma\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com especializa\u00e7\u00e3o em Reich, Constela\u00e7\u00e3o Sist\u00eamica, Psican\u00e1lise, Kelerman e An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica.<\/p>\n<p>Resumo<\/p>\n<p>A proposta desse artigo \u00e9 explorar os conceitos b\u00e1sicos da Teoria do Apego, atrav\u00e9s de estudos e pesquisas de Mary Ainsworth, id\u00e9ias de Bolwby e outros estudiosos ressaltando os fatores ambientais, gen\u00e9ticos e f\u00edsicos que interferem neste sistema. Apresento a classifica\u00e7\u00e3o dos diversos padr\u00f5es de apego e termino fazendo uma correla\u00e7\u00e3o entre estes padr\u00f5es e a caracterologia da Analise Bioenergetica.<\/p>\n<p>Palavras-chaves: Bioenerg\u00e9tica; Padr\u00f5es Vinculares; Teoria do Apego<br \/>________________________<\/p>\n<p>As novas pesquisas apresentadas pela Neuroci\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o aos processos de regula\u00e7\u00e3o s\u00e3o de particular import\u00e2ncia para os psicoterap\u00eautas corporais porque investigam a intera\u00e7\u00e3o corpo, mente emo\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<br \/>Segundo Schore:<\/p>\n<p>            A rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica pode alterar os sistemas cerebrais de estrutura interna que processam e regulam consciente e inconscientemente a informa\u00e7\u00e3o interna externa, e com isso, n\u00e3o s\u00f3 reduz os sintomas negativos dos pacientes, como suas capacidades adaptativas (2003, pg.  XVII).<\/p>\n<p>Schore combina dados de pesquisa do desenvolvimento da intera\u00e7\u00e3o m\u00e3e-beb\u00ea, dados da neuroci\u00eancia e v\u00e1rias teorias psicanal\u00edticas para descrever os mecanismos psicobiol\u00f3gicos, atrav\u00e9s dos quais a rela\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo facilita o desenvolvimento das estruturas auto-reguladoras mais importantes da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Meu atual interesse de estudo, sustentado pela experi\u00eancia na cl\u00ednica, refere-se a uma vis\u00e3o mais abrangente e hol\u00edstica do trabalho terap\u00eautico que enfatiza a import\u00e2ncia do v\u00ednculo terapeuta\/cliente dentro do processo, para que seja poss\u00edvel restaurar os poss\u00edveis danos a que todos fomos expostos durante nosso desenvolvimento.<\/p>\n<p>Assim, trouxe para esta mesa algumas quest\u00f5es sobre a teoria do apego, seu desenvolvimento durante o ciclo vital e os padr\u00f5es que foram originados durante um sistema de avalia\u00e7\u00e3o na observa\u00e7\u00e3o do relacionamento m\u00e3e-beb\u00ea. <\/p>\n<p>Conceitos b\u00e1sicos da teoria do apego<\/p>\n<p>Observando a rela\u00e7\u00e3o de cuidado das m\u00e3es e seus beb\u00eas John Bowlby, (1991) impressionou-se com as evid\u00eancias de efeitos adversos ao desenvolvimento, atribu\u00eddos ao rompimento na intera\u00e7\u00e3o com a figura materna, durante a primeira inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os estudos de Bowlby e de outros pesquisadores deram origem \u00e0s primeiras formula\u00e7\u00f5es e aos pressupostos formais de Teoria do Apego (TA). Usando os conceitos da psican\u00e1lise, biologia evolucion\u00e1ria, etologia, psicologia do desenvolvimento, ci\u00eancias cognitivas e teoria dos sistemas de controle, Bowlby buscou alternativas embasadas cientificamente, dando \u00eanfase aos mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o ao mundo real, \u00e0s compet\u00eancias humanas e a a\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em seu ambiente.<\/p>\n<p>Mary Ainsworth, (1963) investigou fatores determinantes da proximidade-intimidade expressa no comportamento de intera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com suas m\u00e3es. Seus trabalhos evidenciaram que o modelo de apego que um indiv\u00edduo desenvolve durante a primeira inf\u00e2ncia \u00e9 profundamente influenciado pela maneira como os cuidadores prim\u00e1rios (pais ou substitutos) o tratam, al\u00e9m da influ\u00eancia dos fatores temperamentais e gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>M. Cortina &#038; M. Marrone (2003) consideram que as id\u00e9ias de Bowlby representam o ponto de partida para o desenvolvimento de uma nova teoria da motiva\u00e7\u00e3o humana, que integra aspectos da biologia moderna e inclui afeto, cogni\u00e7\u00e3o, sistemas de controle e de mem\u00f3ria, al\u00e9m dos aspectos envolvidos no desenvolvimento, sustenta\u00e7\u00e3o e provimento dos la\u00e7os de apego.  Consideram tamb\u00e9m que a teoria do apego contempla os processos normais de desenvolvimento e a psicopatologia humana, al\u00e9m de abordar os processos de informa\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o dos mecanismos psicol\u00f3gicos utilizados na viv\u00eancia de um trauma ou uma perda, ou na experi\u00eancia da rejei\u00e7\u00e3o das figuras de apego.<\/p>\n<p>J. Bowlby (1989) considerou o apego como um mecanismo b\u00e1sico dos seres humanos porque \u00e9 um comportamento biologicamente programado, como o mecanismo de alimenta\u00e7\u00e3o e da sexualidade, e \u00e9 considerado como um sistema de controle homeost\u00e1tico, que funciona junto com outros sistemas.<\/p>\n<p>O papel do apego na vida dos seres humanos envolve o conhecimento de que uma figura de apego est\u00e1 dispon\u00edvel e oferece respostas, proporcionando um sentimento de seguran\u00e7a que fortalece a rela\u00e7\u00e3o.  Assim o relacionamento da crian\u00e7a com os pais \u00e9 instaurado por um conjunto de sinais inatos do beb\u00ea, que demandam proximidade.  Atrav\u00e9s dos cuidados da sensibilidade e da responsividade dos cuidadores vai se desenvolvendo um v\u00ednculo afetivo.<\/p>\n<p>Um dos pressupostos b\u00e1sicos da teoria do apego \u00e9 de que as primeiras rela\u00e7\u00f5es de apego estabelecidas na inf\u00e2ncia afetam o estilo de apego do individuo ao longo de sua vida.  Tamb\u00e9m se refere \u00e0s a\u00e7\u00f5es de uma pessoa para alcan\u00e7ar ou manter proximidade com outro individuo, considerado mais apto para lidar com o mundo.  A fun\u00e7\u00e3o deste comportamento \u00e9 biol\u00f3gica e corresponde a uma necessidade de prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>B. Golse (1998) ressalta que o comportamento de apego \u00e9 instintivo, evolui ao longo do ciclo da vida, e n\u00e3o \u00e9 herdado; o que se herda \u00e9 o seu potencial ou o tipo de c\u00f3digo gen\u00e9tico que permite \u00e0 esp\u00e9cie desenvolver melhores resultados adaptativos, caracterizando sua evolu\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O comportamento de apego, durante o ciclo vital, est\u00e1 presente em variadas intensidades e formas que podem ser: formas ativas, como procurar ou seguir o cuidador; formas aversivas, como chorar; ou pode ainda aparecer sob forma e sinais comportamentais que alertam o cuidador para o interesse de intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, como sorrir e verbalizar de modos diversos.<\/p>\n<p>\u00c9 o padr\u00e3o desses comportamentos e n\u00e3o sua freq\u00fc\u00eancia que revela algo da for\u00e7a ou qualidade do apego.<\/p>\n<p>Bowlby apresenta dois tipos de fatores que podem interferir na ativa\u00e7\u00e3o do sistema de comportamento do apego: os relacionados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e temperamentais da crian\u00e7a e os relacionados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente.  A intera\u00e7\u00e3o desses dois fatores \u00e9 complexa e depende da estimula\u00e7\u00e3o do sistema de apego.  Esse sistema tem fun\u00e7\u00e3o direta nas respostas afetivas e no desenvolvimento cognitivo, j\u00e1 que envolve uma representa\u00e7\u00e3o mental das figuras de apego, de si mesmo e do ambiente.<\/p>\n<p>Funcionamento dos modelos internos<\/p>\n<p>O sistema de comportamento de apego \u00e9 complexo.  Com o desenvolvimento, a crian\u00e7a desenvolve uma habilidade de representa\u00e7\u00e3o mental, denominada modelo interno de funcionamento, que engloba as experi\u00eancias da inf\u00e2ncia, \u00e0s percep\u00e7\u00f5es do ambiente, de si mesmo e das figuras de apego.<\/p>\n<p>De acordo com Bowlby as experi\u00eancias precoces com o cuidador prim\u00e1rio iniciam o que depois se generalizar\u00e1 nas expectativas sobre si mesmo, dos outros e do mundo em geral, com implica\u00e7\u00f5es importantes na personalidade.<\/p>\n<p>Os registros das representa\u00e7\u00f5es sens\u00f3rio-motoras das experi\u00eancias de uma base segura na inf\u00e2ncia \u00e9 que d\u00e3o origem a  todo o processo cognitivo afetivo da crian\u00e7a e que possibilita a  constru\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es cada vez mais complexas.<\/p>\n<p>Desenvolvimento do Apego ao longo do Ciclo Vital<\/p>\n<p>M. Aiswoth (1978) desenvolveu um sistema de avalia\u00e7\u00e3o do relacionamento m\u00e3e-beb\u00ea, a partir de observa\u00e7\u00f5es natural\u00edsticas dessa intera\u00e7\u00e3o, chegando \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de dois grandes grupos de estilo de apego: os seguros e os inseguros. As crian\u00e7as seguras se mostravam confiantes na explora\u00e7\u00e3o do ambiente, usando seus cuidadores como uma base segura de explora\u00e7\u00e3o.  As inseguras apresentavam baixa explora\u00e7\u00e3o do ambiente e pouca ou intensa intera\u00e7\u00e3o com suas m\u00e3es.<\/p>\n<p>M. Ainswoth desenvolveu o m\u00e9todo experimental denominado<br \/>Situa\u00e7\u00e3o Estranha, em que as rea\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as na intera\u00e7\u00e3o com seu cuidador s\u00e3o observadas detalhadamente em uma situa\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Situa\u00e7\u00e3o Estranha deu origem ao primeiro sistema de classifica\u00e7\u00e3o do apego entre o cuidador e a crian\u00e7a, sendo as categorias organizadas em: Padr\u00e3o seguro, Padr\u00e3o ambivalente ou resistente, Padr\u00e3o evitativo e Padr\u00e3o desorganizado ou desorientado.<\/p>\n<p>Padr\u00f5es de V\u00ednculo e Caracterologia da An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica<\/p>\n<p>A teoria do apego e os padr\u00f5es de v\u00ednculo nos ajudam a   compreender melhor como as defesas v\u00e3o sendo estruturadas durante o desenvolvimento psico-sexual, e que, mais tarde, ir\u00e3o constituir o que chamamos de defesas de car\u00e1ter.<\/p>\n<p>Na verdade a terapia do apego complexifica a Analise Bioenerg\u00e9tica no que diz respeito \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de defesa que far\u00e3o parte de sua caracterologia.<\/p>\n<p>Padr\u00e3o Seguro corresponde ao relacionamento cuidador-crian\u00e7a provido de uma base segura, onde a crian\u00e7a pode explorar com entusiasmo seu ambiente e quando estressada procura confiantemente a prote\u00e7\u00e3o das figuras de apego, que respondem com dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas crian\u00e7as seguras incomodam-se quando separadas de seus cuidadores, mas n\u00e3o se abatem de forma exagerada. A intera\u00e7\u00e3o nesse caso \u00e9 de coopera\u00e7\u00e3o, com instru\u00e7\u00f5es seguras e monitora\u00e7\u00e3o e encorajamento da independ\u00eancia. <\/p>\n<p>Padr\u00e3o ambivalente ou resistente \u2013 \u00e9 caracterizado pela crian\u00e7a que, antes de ser separada dos cuidadores, apresenta comportamento imaturo para sua idade e pouco interesse em explorar o ambiente, voltando sua aten\u00e7\u00e3o aos cuidadores de maneira preocupada.  Fica incomodada com a separa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se aproxima de pessoas estranhas. No reencontro com os cuidadores ela n\u00e3o se aproxima facilmente, alternando seu comportamento entre a busca do contato e a braveza.  Segundo Ainsworth (1978) essa crian\u00e7a em alguns momentos recebeu cuidados equivalentes \u00e0s suas demandas e, em outros, n\u00e3o obteve o apoio que necessitava, o que pode ter provocado \u00e0 falta de confian\u00e7a nos cuidadores.<\/p>\n<p>O Padr\u00e3o ansioso ambivalente corresponde a um \u201cself oral\u201d que antecipa a perda em resposta a uma m\u00e3e que n\u00e3o responde \u00e0s necessidades da crian\u00e7a e, ao contr\u00e1rio, a crian\u00e7a atende \u00e0s necessidades maternas.<\/p>\n<p>Padr\u00e3o evitativo \u2013 este grupo de crian\u00e7as brinca de forma tranq\u00fcila, interage pouco com os cuidadores, mostra-se pouco inibido com estranhos, chegando a se engajar em brincadeiras com pessoas desconhecidas durante a separa\u00e7\u00e3o dos cuidadores. Quando reunidas aos cuidadores eles mant\u00eam dist\u00e2ncia e n\u00e3o v\u00e3o em busca de conforto. Para a autora, s\u00e3o crian\u00e7as menos propensas a procurar o cuidado e a prote\u00e7\u00e3o das figuras de apego quando vivenciam estresse. Tamb\u00e9m foi sugerido que elas deixam de procurar os cuidadores ap\u00f3s terem sido rejeitadas, de alguma forma, por eles.  Apesar dos cuidadores demonstrarem preocupa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o corresponde aos sinais de necessidade da crian\u00e7a.  A hip\u00f3tese levantada \u00e9 de que tenham sido rejeitadas quando revelaram suas necessidades e aprenderam a ocult\u00e1-las.<\/p>\n<p>Um padr\u00e3o ansioso evitante parece corresponder a um \u201cself esquiz\u00f3ide\u201d em resposta a uma m\u00e3e ansiosa e que rejeita as demandas do beb\u00ea e evita qualquer contato afetivo.  Essa m\u00e3e n\u00e3o se vincula afetivamente com a crian\u00e7a, investindo muito mais nas experi\u00eancias cognitivas.<\/p>\n<p>Padr\u00e3o desorganizado ou desorientado \u2013 \u00e9 composto por crian\u00e7as que tiveram experi\u00eancias negativas para o desenvolvimento infantil adaptado, crian\u00e7as que na, Situa\u00e7\u00e3o Estranha, apresentavam comportamento contradit\u00f3rio ao lidar com a situa\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o. Na presen\u00e7a dos cuidadores, antes da separa\u00e7\u00e3o mostram-se impulsivas e agressivas, apresentando confus\u00e3o facial e express\u00f5es de transe e perturba\u00e7\u00f5es. Segundo os estudiosos elas vivenciam um conflito, sem ter condi\u00e7\u00f5es de manter uma estrat\u00e9gia adequada para lidar com o que as assusta.  Geralmente, trata-se de crian\u00e7as que foram abusadas, nas quais o cuidador pode significar uma amea\u00e7a. <\/p>\n<p>O padr\u00e3o desorganizado\/desorientado corresponde a um \u201cself boderline\u201d em resposta a m\u00e3e assustada e\/ou assustadora, que reage \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com seu beb\u00ea de uma forma imprevis\u00edvel.  O beb\u00ea n\u00e3o consegue construir nenhuma estrat\u00e9gia para lidar com ela porque fica sem refer\u00eancia.<\/p>\n<p>C. George, N. Kaplan &#038; M. Main (1985) criaram a Entrevista de Apego do Adulto (Adult Attachment Interview) com a finalidade de analisar as representa\u00e7\u00f5es dos modelos internos de apego nos adultos.  Foram formuladas as seguintes categorias de padr\u00f5es de apego em adultos: seguro\/aut\u00f4nomo, desapegado\/evitativo, preocupado\/ansioso e desorganizado\/desorientado, sendo que cada uma corresponde a determinadas caracter\u00edsticas de personalidade, \u00e0 formas de intera\u00e7\u00e3o, aos tipos de respostas social apresentadas e ao surgimento de psicopatologias (ATKINSON, 1997).<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>No processo de crescimento as crian\u00e7as atravessam v\u00e1rias fases do amor, precisando organizar os sentimentos e o self organ\u00edsmico associado a essas fases. O beb\u00ea precisa sentir que est\u00e1 sendo cuidado, protegido e alimentado e assim sentir-se seguro o suficiente para continuar o processo de crescimento.<\/p>\n<p>O contato para a crian\u00e7a \u00e9 parte de um ambiente de apoio essencial que a leva do embri\u00e3o ao feto, deste ao beb\u00ea, \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e seguir no processo de envelhecer. <\/p>\n<p>O v\u00ednculo seguro entre a crian\u00e7a e seu cuidador favorece e aprofunda a experi\u00eancia pessoal de construir uma interioridade e uma subjetividade capaz de usufruir mais plenamente de sua vitalidade.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<br \/>AINSWORTH, M. The development of infant-mother interaction among Ganda. In: FOSS, B. M. (Org.), Determinants of infant behavior, New York: Wiley, 1963, pp 67-104).<\/p>\n<p>______________. Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation. Hillsdale: Erbaum, 1978<\/p>\n<p>______________. Attachments beyond the infancy. In:American Psychologist. Quarteto Editora, Universidade de BrasiliA,1999, vol. 44, no.4,  pp. 709-716.<\/p>\n<p>______________. &#038; BOWLBY, J. An ethological approach to personality development. In: American Psychologist. QUARTETO EDITORA, Universidade de Bras\u00edlia, 1991, vol. 46, pp 333-341.<\/p>\n<p>BOWLBY, J. Apego e perda \u2013 A natureza do v\u00ednculo. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1969\/1990, vol. 1.<\/p>\n<p>___________ Apego e perda \u2013 Tristeza e Depress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1973\/1980, vol. 3.<\/p>\n<p>____________Apego e perda: Separa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1973\/1984<\/p>\n<p>CORTINA, M. &#038; MARRONE, M. Attachment theory and the psychoanalytic process. London: Whurr Publishers, 2003<\/p>\n<p>GEORGE, C; KAPLAN, N. &#038; MAIN, M. The adult attachment interview. Departamento de Psicologia: University of California, Berkley, 1985<\/p>\n<p>GOLSE, B. O desenvolvimento afetivo e intelectual da crian\u00e7a. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1998<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PADR\u00d5ES VINCULARES E FLUXO ENERG\u00c9TICO EULINA MARIA DE CARVALHO RIBEIRO\/SPPsicoterapeuta, International Trainer certificada pelo Instituto Internacional de Analise Bioenerg\u00e9tica \u2013 IIBA, treinadora dos cursos de forma\u00e7\u00e3o<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-congresso-2008"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}