{"id":139,"date":"2011-01-11T03:16:00","date_gmt":"2011-01-11T03:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=139"},"modified":"2011-01-11T03:16:00","modified_gmt":"2011-01-11T03:16:00","slug":"vivencia-os-sentidos-do-sentir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/vivencia-os-sentidos-do-sentir\/","title":{"rendered":"[VIV\u00caNCIA] OS SENTIDOS DO SENTIR"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>\u201cOS SENTIDOS DO SENTIR\u201d<\/p>\n<p>Heloisa Abrantes \u2013 heloabrantes@hotmail.com<br \/>\nMartha Zanetti \u2013 acasadorio@uol.com.br<\/p>\n<p>SABERJ \u2013 Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Te\u00f3ricas:<\/p>\n<p>Utilizando os conceitos da An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica de A. Lowen, aliada ao processo de desenvolvimento da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e, beb\u00ea e o seu meio ambiente, contidos nos livros de D. Winnicott, <a href=\"http:\/\/www.fullskip.com\/9A0-090.html\">9A0-090<\/a> Didier Anzieu, entre outros autores (ver bibliografia) que se dedicaram \u00e0 compreens\u00e3o das necessidades do beb\u00ea e da crian\u00e7a, e de como deveriam ser atendidas para um desenvolvimento saud\u00e1vel. Neste trabalho oferecemos ao adulto, uma s\u00e9rie de experimenta\u00e7\u00f5es dos sentidos: audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o, paladar, olfato e tato. Esta percep\u00e7\u00e3o do aparato sensorial torna poss\u00edvel uma conex\u00e3o mais profunda para a percep\u00e7\u00e3o adulta de si e de seu meio ambiente.<br \/>\nPensar bioenerg\u00e9ticamente \u00e9 pensar de maneira integrada: corpo e mente. Buscar atrav\u00e9s do corpo, a express\u00e3o verdadeira e coerente com os sentimentos \u00e9 o legado deixado por Lowen.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.fullskip.com\/TB0-114.html\">TB0-114<\/a><br \/>\nVivemos em um mundo dissociado em v\u00e1rios aspectos. O homem vive dissociado do seu meio ambiente e do seu corpo, perdendo o prazer de viver e n\u00e3o cuidando e n\u00e3o protegendo a natureza, fonte de vida e prazer. Este foi alto pre\u00e7o do capitalismo. Lowen coloca em seu \u00faltimo livro (Uma Vida para o Corpo), que preocupa\u00e7\u00e3o e obsess\u00e3o pelo dinheiro, tirou o<br \/>\nespa\u00e7o do prazer primitivo pela vida.<br \/>\nNesta condi\u00e7\u00e3o de separado daquilo que realmente \u00e9, o ser humano n\u00e3o se sente igual aos outros, ou seja, n\u00e3o se reconhece, sendo ele pr\u00f3prio, humano. Vivemos numa \u00e9poca narcisista e violenta. Ao pensarmos sobre esta quest\u00e3o, nos deparamos com a import\u00e2ncia da m\u00e3e \u201csuficientemente boa\u201d winnicottiana, que \u00e9 capaz de inocular o amor no cora\u00e7\u00e3o do pequeno ser.<br \/>\nA capacidade de SER um ser humano n\u00e3o dissociado do ambiente e de si mesmo, depende desta rela\u00e7\u00e3o primitiva com a m\u00e3e e da capacidade ou possibilidade deste sujeito amar e sentir compaix\u00e3o. Porque somente quando nos identificamos com o outro, \u00e9 que podemos experimentar compaix\u00e3o. Se uma pessoa se sente especial ou exclu\u00edda, ela n\u00e3o pertence a nada, ficando isolada no calabou\u00e7o de seu falso self, ou seja, seu narcisismo. \u00c8 na rela\u00e7\u00e3o mais primitiva com a m\u00e3e, que este futuro adulto, o beb\u00ea, sente a seguran\u00e7a da presen\u00e7a do amor da m\u00e3e. Ent\u00e3o experimenta cada sensa\u00e7\u00e3o de forma integradora, podendo viver a expans\u00e3o do prazer e do conforto, na medida em que \u00e9 atendido amorosamente, em suas necessidades.<br \/>\nO primeiro ambiente, do beb\u00ea \u00e9 o cheiro e a pele da m\u00e3e (olfato e tato) \u00e9 o som da voz dela (audi\u00e7\u00e3o), que o acalma. A m\u00e3e que pode estar verdadeiramente em contato com seu beb\u00ea, n\u00e3o o dissocia na express\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o de seus anseios e necessidades. O beb\u00ea vai estruturando-se diante de um mundo que o acolhe. A sa\u00fade est\u00e1 nesta integra\u00e7\u00e3o do sentir e expressar, ou seja, dar sentido ao sentir. Esta possibilidade de expressar \u00e9 a fonte da vitalidade.\u00c8 este ambiente-m\u00e3e, assegurador que fortalece o EGO e permite que o ID seja uma fonte inesgot\u00e1vel de energia, sa\u00fade e saber.<br \/>\nQuando a rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e \u00e9 insatisfat\u00f3ria, o adulto desenvolve uma vida falsa, fundamentada em rea\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos externos, que o impede de ter uma vida pr\u00f3pria, levando-o ao desprazer e depress\u00e3o. Este desprazer \u00e9 gerador de sofrimento, contraindo a musculatura, impedindo a pessoa de relaxar, produzindo muita confus\u00e3o mental e somatisa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA possibilidade de relaxar vem do contato mais profundo com o corpo. \u00c8 no corpo, nas sensa\u00e7\u00f5es que a pessoa \u201cescuta\u201d e identifica o sentimento. \u00c8 nesta seq\u00fc\u00eancia: sensa\u00e7\u00e3o, sentimento e express\u00e3o adequada que a fun\u00e7\u00e3o integradora e auto-organizadora do organismo acontece.<br \/>\nAcreditamos que ao relaxar, esta fun\u00e7\u00e3o auto-organizadora que pode n\u00e3o estar dispon\u00edvel para a pessoa em fun\u00e7\u00e3o dos seus bloqueios, ou seja, em fun\u00e7\u00e3o de suas defesas, pode ser acessada. A pessoa recupera (re-significa), ou cria o ambiente assegurador perdido ou ausente, aprendendo a estar em contato vital com as sensa\u00e7\u00f5es, podendo ent\u00e3o ter clareza do sentimento e sua express\u00e3o de forma adequada.<br \/>\nEm nosso trabalho, esperamos criar a possibilidade dos sentidos trazerem sensa\u00e7\u00f5es agradavelmente vividas, de forma integradora. Com a audi\u00e7\u00e3o, sentido mais primitivo do ser humano, consideramos o ouvir como fun\u00e7\u00e3o auditiva e tamb\u00e9m ter consci\u00eancia, ou seja, ouvir a si mesmo e na rela\u00e7\u00e3o com o outro, ouvir como estar em contato com o outro. Colocaremos os sentidos nesta vis\u00e3o din\u00e2mica da rela\u00e7\u00e3o consigo mesmo e com o outro, na met\u00e1fora, da rela\u00e7\u00e3o interna e com o outro.<br \/>\nVitalidade \u00e9 estar no mundo de forma flex\u00edvel e harmoniosa, sentindo os cheiros, os gostos, deixando a beleza da natureza preencher de vida nossos olhos e o contato com o outro, aquecer e enternecer nossos cora\u00e7\u00f5es.<br \/>\nViver bioenerg\u00e9ticamente \u00e9 estar em contato com o mundo, com a natureza, com o outro. \u00c8 viver profundamente a satisfa\u00e7\u00e3o de estar vivo.<br \/>\n\u201cO corpo tem sua pr\u00f3pria sabedoria e aceitar as realidades da vida e ouvir o corpo leva \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o. Para mim, a realiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em viver a vida do corpo e sentir sua energia\u201d.A. Lowen, Uma Vida Para O Corpo.<\/p>\n<p>Breve descri\u00e7\u00e3o da parte pr\u00e1tica:<\/p>\n<p>Viv\u00eancia \u2013 deitados em relaxamento, buscar:<\/p>\n<p>1 \u2013 o sil\u00eancio interno: a sensa\u00e7\u00e3o dos batimentos do cora\u00e7\u00e3o, e o som da pr\u00f3pria respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2 \u2013 o primeiro sentido: audi\u00e7\u00e3o \u2013 ouvir os sons do batimento card\u00edaco (CD).<br \/>\nConsiderando a audi\u00e7\u00e3o como o sentido mais primitivo fazer a liga\u00e7\u00e3o com o corpo da m\u00e3e (com m\u00fasica deitados).<\/p>\n<p>3 \u2013 o olhar: olhar, ver e sentir o olhar como a janela da alma \u2013 liga\u00e7\u00e3o com o diafragma (respira\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>4 \u2013 o olfato: o cheiro da m\u00e3e, o cheiro do mundo, os cheiros do ambiente presente. (lavanda \/ capim).<\/p>\n<p>5 \u2013 o paladar: o sabor, o gosto pela vida, experi\u00eancia gustativa, liga\u00e7\u00e3o com a barriga, o sentir visceral, o sentir primitivo com o gosto do corpo da m\u00e3e, gerando sensa\u00e7\u00f5es boas, de expans\u00e3o e relaxamento e sensa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis de retraimento, medo. (sabor de fruta, de chocolate).<\/p>\n<p>6 \u2013 o tato: o sentir do corpo da m\u00e3e ao meio ambiente, o outro, o que desperta em n\u00f3s contato (contato com o outro).<\/p>\n<p>7 \u2013 Integra\u00e7\u00e3o do Corpo e do meio ambiente (a bioenerg\u00e9tica expressa nos contatos).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>1 &#8211; ANZIEU, D. O eu-pele. Tradu\u00e7\u00e3o por: Zakie Yazigi Rizkallah e Rosaly<br \/>\nMahfuz. S\u00e3o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo, 1989.<br \/>\n2 &#8211; BOWLBY, J. Apego. Tradu\u00e7\u00e3o por: \u00c1lvaro Cabral. 3. ed. S\u00e3o Paulo:<br \/>\nMartins Fontes, 2002.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Attachment and loss.<br \/>\n3 &#8211; ___________. Forma\u00e7\u00e3o e rompimento dos la\u00e7os afetivos. Tradu\u00e7\u00e3o<br \/>\npor: \u00c1lvaro Cabral. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2006.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: The making and breaking of affectional bonds.<br \/>\n4 &#8211; ___________. Perda. Tradu\u00e7\u00e3o por: Valtensir Dutra. 3. ed. S\u00e3o Paulo:<br \/>\nMartins Fontes, 2004.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Attachment and loss.<br \/>\n5 &#8211; ___________. Separa\u00e7\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o por: Leonidas H. B. Hegenberg,<br \/>\nOctanny S. da Mota e Mauro Hegenberg. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Martins<br \/>\nFontes, 1998.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Attachment and loss.<br \/>\n6 &#8211; DOLTO, F. Solid\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o por: Ivone Castilho. S\u00e3o Paulo: Martins<br \/>\nFontes, 1998.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Solitude.<br \/>\n7 &#8211; LOWEN, A. Uma vida para o corpo. Tradu\u00e7\u00e3o por: Maria Silvia Mour\u00e3o<br \/>\nNetto. S\u00e3o Paulo: Summus, 2007.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Honory the body.<br \/>\n8 &#8211; MACDOUGALL, J. Teatros do corpo. Tradu\u00e7\u00e3o por: Pedro Henrique<br \/>\nBernardes Rondon. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Theaters of the body.<br \/>\n9 &#8211; MAHLER, M. O nascimento psicol\u00f3gico da crian\u00e7a \u2013 simbiose e<br \/>\nindividua\u00e7\u00e3o. Artmed, 2002.<br \/>\n10 \u2013 MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percep\u00e7\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o por:<br \/>\nCarlos Alberto Ribeiro de Moura. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Martins<br \/>\nFontes, 1996.<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o de: Ph\u00e9nom\u00e9nologie de la perception.<br \/>\n11 \u2013 MONTAGU, A. O significado humano da pele. S\u00e3o Paulo: Summus,<br \/>\n1986.<br \/>\n12 \u2013 WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de matura\u00e7\u00e3o. Artes<br \/>\nM\u00e9dicas, 1990.<br \/>\n13 &#8211; _________________. O gesto espont\u00e2neo. Tradu\u00e7\u00e3o por: Lu\u00eds Carlos<br \/>\nBorges. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1990.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de: The spontaneous gesture.<\/p>\n<p>Nome e e-mail autores:<\/p>\n<p>Heloisa Abrantes \u2013 heloabrantes@hotmail.com<br \/>\nMartha Zanetti \u2013 acasadorio@uol.com.br<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00e3o a qual pertence:<\/p>\n<p>SABERJ \u2013 Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOS SENTIDOS DO SENTIR\u201d Heloisa Abrantes \u2013 heloabrantes@hotmail.com Martha Zanetti \u2013 acasadorio@uol.com.br SABERJ \u2013 Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Rio de Janeiro. 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