{"id":130,"date":"2011-01-11T03:07:00","date_gmt":"2011-01-11T03:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=130"},"modified":"2011-01-11T03:07:00","modified_gmt":"2011-01-11T03:07:00","slug":"vivencia-corpo-e-natureza-resgatando-o-elo-sagrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/vivencia-corpo-e-natureza-resgatando-o-elo-sagrado\/","title":{"rendered":"[VIV\u00caNCIA] CORPO E NATUREZA: RESGATANDO O ELO SAGRADO"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>CORPO E NATUREZA: RESGATANDO O ELO SAGRADO. <\/p>\n<p>Mary Lee S. Silva e Miriam Mantau<br \/>Inst. : SABERJ &#8211; Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Rio de Janeiro<\/p>\n<p>Trabalho Te\u00f3rico Vivencial: 90 minutos<\/p>\n<p>Ambiente com m\u00fasica para receber as pessoas.<\/p>\n<p>1\u00ba) Momento: Como  est\u00e3o chegando? (tempo para sentir)<br \/>Responda expressando seu estado presente atrav\u00e9s de uma imagem da natureza.<br \/>Partilha no c\u00edrculo em forma de elo.<br \/>Fechamento:\u201d N\u00f3s somos natureza.\u201d<\/p>\n<p>2\u00ba) Momento: Fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n<p>3\u00ba) Momento: Viv\u00eancias.<br \/>Exerc\u00edcios: Grounding, respira\u00e7\u00e3o e contato.<br \/>Sentir o corpo e se expressar naturalmente.  Movimentos livres.<br \/>Exerc\u00edcio de enraizamento :p\u00e1g. 44 \u2013 Bioenerg\u00e9tica: liberar a energia vital.<br \/>Propor um c\u00edrculo (colocar a m\u00fasica: Roda-viva \u2013 Chico Buarque)<br \/> Desfazer o c\u00edrculo e propor pares.<br \/>Em dupla: exerc\u00edcio de contato e criatividade. Qual a necessidade que cada um sente (resgatando aquela 1a. imagem da Natureza) Acolher a necessidade do outro de forma l\u00fadica, livre.<br \/>Fechamento: novamente o C\u00edrculo \u2013 os elos sagrados: corpo e natureza &#8211;  \u201cTodos somos um\u201d.<\/p>\n<p>                                     Fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica<\/p>\n<p>\u201cUm ser humano \u00e9 parte de um todo que chamamos \u201do universo\u201d, uma parte limitada no espa\u00e7o e no tempo. Ele sente a si pr\u00f3prio, seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es, como algo separado do resto \u2013 um tipo de ilus\u00e3o de \u00f3tica da consci\u00eancia. Para n\u00f3s, essa ilus\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de pris\u00e3o, restringindo-nos a nossos desejos e afei\u00e7\u00f5es pessoais para com algumas pessoas mais pr\u00f3ximas. Nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos dessa pris\u00e3o, ampliando nosso c\u00edrculo de compreens\u00e3o e compaix\u00e3o, de modo que possa incluir em sua beleza todas as criaturas viventes e a totalidade da natureza\u201d.<\/p>\n<p>                                                                                                          Albert Einstein<\/p>\n<p>Foram milh\u00f5es de anos&#8230;  Milh\u00f5es de anos para o \u201chumano\u201d se diferenciar da \u201dM\u00e3e-Terra\u201d. Milh\u00f5es de anos para o corpo ser gestado, acolhido, nutrido, preservado, at\u00e9 estar \u201csuficientemente cuidado\u201d para sentir e se perceber e assim, dar in\u00edcio \u00e0 \u201csa\u00edda do para\u00edso\u201d, a se discriminar da M\u00e3e Natureza, como se milh\u00f5es de anos correspondessem aos primeiros meses do beb\u00ea, que aos poucos se percebe e descobre que existe, separado da m\u00e3e.<br \/>Mas isso era s\u00f3 o come\u00e7o. A m\u00e3e que o nutria tamb\u00e9m destru\u00eda, e foram mais alguns degraus no tempo para criar s\u00edmbolos para integrar essa m\u00e3e construtora-destruidora. Ent\u00e3o surgiram deuses e dem\u00f4nios que passaram a ser temidos ou adorados e, de forma pag\u00e3 ou religiosa, surgiu o conv\u00edvio com a M\u00e3e atrav\u00e9s de ritos e religi\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 que chegamos ao s\u00e9c. XIX, quando Sigmund Freud trouxe a natureza para \u201cdentro\u201d do corpo. Os s\u00edmbolos, os sonhos  para o inconsciente, a for\u00e7a vital para a libido. N\u00e3o era mais a rela\u00e7\u00e3o do corpo com a natureza, mas do homem como pr\u00f3prio s\u00edmbolo de sua complexidade e resolu\u00e7\u00e3o. E passamos a viver uma era em que natureza e psique se coadunaram, afastando-nos de nossa inser\u00e7\u00e3o mais literal com a natureza e ganhando uma nova dimens\u00e3o para o humano, respons\u00e1vel agora pela matura\u00e7\u00e3o de uma separa\u00e7\u00e3o com a M\u00e3e primordial e parental. Incorporamos deuses, dem\u00f4nios, bruxas&#8230; Tudo veio para o nosso corpo, um novo corpo, cuja jornada passou a ser interior, tivemos que \u201cenxergar na escurid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 que no s\u00e9c XX, Wilhelm Reich \u201cdescobre\u201d ou vivencia que o inconsciente est\u00e1 inscrito no corpo, que os s\u00edmbolos e sonhos expressam a hist\u00f3ria ancestral e parental da psique, mas que h\u00e1 uma hist\u00f3ria escrita no corpo, que pode ser lida, que \u201cfala\u201d, que se expressa, onde existem dem\u00f4nios e deuses aprisionados, rios e cachoeiras correndo ou represados, fontes que cantam ou se escondem sob as pedras, todos suscet\u00edveis ao toque, todos express\u00e3o de uma realidade f\u00edsica, e passamos a ter uma jun\u00e7\u00e3o corpo-mente como uma unidade. E ent\u00e3o, um cliente e aluno de Reich, Alexander Lowen d\u00e1 mais um passo e inscreve a hist\u00f3ria do corpo, de volta \u00e0 sua origem, reconecta-o \u00e0s suas ra\u00edzes, resgata sua Natureza animal, onde residem as qualidades de ritmo e gra\u00e7a. E surge a An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica como um caminho de retorno a casa, \u00e0 natureza, ao contato org\u00e2nico e ecol\u00f3gico do corpo com o planeta e com o cosmos.                                                                           <\/p>\n<p>Convido voc\u00eas a colocar os p\u00e9s no ch\u00e3o e estender os bra\u00e7os rumo ao c\u00e9u e visualizar \u00e1rvores lindas com suas extremidades enraizadas na terra e as outras extremidades estendendo-se para o c\u00e9u. N\u00f3s somos como as \u00e1rvores. A altura que poderemos alcan\u00e7ar depender\u00e1 da for\u00e7a do nosso sistema radicular. N\u00e3o se pode arrancar uma \u00e1rvore do solo, pois ela morrer\u00e1. Da mesma forma, as pessoas est\u00e3o energeticamente ligadas \u00e0 terra. Pessoas que n\u00e3o estejam ligadas a terra correm o risco de serem esmagadas por fortes sensa\u00e7\u00f5es de qualquer natureza, sexual ou n\u00e3o. Para evitar que isso ocorra essas pessoas reduzem as suas sensa\u00e7\u00f5es. No entanto, a pessoa ligada \u00e0 terra pode suportar forte excita\u00e7\u00e3o. Quando colocamos que uma pessoa est\u00e1 bem aterrada, significa que sabe quem \u00e9 e qual \u00e9 a sua situa\u00e7\u00e3o. Estar ligado com a terra \u00e9 estar conectado com a realidade b\u00e1sica da vida, com o corpo, com a sexualidade e com as pessoas com quem se relaciona.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise bioenerg\u00e9tica observamos como uma pessoa fica de p\u00e9. Se a pessoa est\u00e1 segura de si, ela fica naturalmente ereta. Se estiver assustada, poder\u00e1 mostra-se encolhida. Se estiver triste ou deprimida, seu corpo tender\u00e1 a ficar curvado. Se sua postura apresentar-se r\u00edgida demais, poder\u00e1 estar tentando negando uma sensa\u00e7\u00e3o interna de inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que estamos abordando n\u00e3o se trata apenas de ter os p\u00e9s apoiados no ch\u00e3o. Trata-se de um processo energ\u00e9tico no qual uma onda de excita\u00e7\u00e3o desce atrav\u00e9s do corpo e chega at\u00e9 as pernas e os p\u00e9s. E esta onda ao atingir o ch\u00e3o muda de sentido, fluindo para cima. Assim, podemos conscientemente manter-nos firmes ao ficarmos de p\u00e9 eretos.<\/p>\n<p>Dessa forma, a Bioenerg\u00e9tica prop\u00f5e um trabalho com o corpo, com o objetivo de alcan\u00e7ar uma profunda liga\u00e7\u00e3o com a terra. A qualidade do aterramento obtido no referido trabalho resulta no senso de seguran\u00e7a interior. Lembrando que n\u00e3o se trata de desenvolver a for\u00e7a nas pernas; mas sim da sensibilidade. Pois, pernas grandes e fortes, se atuam mecanicamente, denunciam uma inseguran\u00e7a. E pernas subdesenvolvidas tamb\u00e9m representam uma inseguran\u00e7a, mantida pelo stress ao que o corpo foi e \u00e9 submetido frequentemente.<\/p>\n<p>O sentimento de inseguran\u00e7a desenvolve-se na inf\u00e2ncia, na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a, a partir de experi\u00eancias negativas, como a falta de afeto, o que fica marcado no corpo r\u00edgido da crian\u00e7a. E o sentimento de seguran\u00e7a \u00e9 criado baseado em experi\u00eancias positivas, tais como: cuidados, afeto, prote\u00e7\u00e3o&#8230; O corpo da crian\u00e7a expressar\u00e1 um estado natural, flex\u00edvel e gracioso. Assim, o corpo ser\u00e1 experimentado como fonte de prazer e satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, em algum lugar do passado \u201cter os p\u00e9s no ch\u00e3o\u201d era considerado algo bom. Mas para o homem moderno o termo mais adequado pode ser aquele que \u201cvoa alto e r\u00e1pido\u201d. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil tentar reduzir o passo, quando em volta todo mundo est\u00e1 correndo. \u00c9 dif\u00edcil tentar conectar-se a terra quando a pr\u00f3pria cultura perde as suas ra\u00edzes, negando a realidade e promovendo a ilus\u00e3o de que o sucesso representa o estado mais elevado do homem. Quando sabemos que os verdadeiros valores da vida s\u00e3o algo mais simples como: sa\u00fade, amor, paz, prazer&#8230; Fundamental dizer que esses valores s\u00f3 t\u00eam sentido para as pessoas que possuem os p\u00e9s plantados na terra, com suas ra\u00edzes entrela\u00e7adas num sentimento de unidade, e respeitam o elo sagrado: corpo e natureza.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>HOFFMANN, Richard. Bioenerg\u00e9tica: Liberar a energia do corpo. Tradu\u00e7\u00e3o de Betty M. Kunz. Porto Alegre: Kuarup,1997.<br \/>LOWEN, Alexander; LOWEN, Leslie. Exerc\u00edcios de Bioenerg\u00e9tica: O caminho para uma sa\u00fade vibrante. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera L\u00facia Marinho, Suzana Domingues de Castro. 5ed. S\u00e3o Paulo: Agora, 1985.<\/p>\n<p>LOWEN, Alexander. A Espiritualidade do Corpo: Bioenerg\u00e9tica para a Beleza e a Harmonia.Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Oliveira.S\u00e3o Paulo, Cultrix,1990.<br \/>KELEMAN, Stanley Mito e corpo. Tradu\u00e7\u00e3o de Denise Maria Bolanho, S\u00e3o Paulo Summus Editorial, 2001, 2a. Ed.<br \/>MATURANA Humberto e VARELA Francisco J.   A \u00c1rvore do conhecimento<br \/>Tradu\u00e7\u00e3o de Humberto Mariotti e Lia Diskin. S\u00e3o Paulo Editora Palas Atena, 2001.<br \/>LOWEN, Alexander Alegria  Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Silvia Mour\u00e3o Netto S\u00e3o Paulo<br \/>Summus Editorial, 1997.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CORPO E NATUREZA: RESGATANDO O ELO SAGRADO. Mary Lee S. 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