{"id":119,"date":"2011-01-11T02:34:00","date_gmt":"2011-01-11T02:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=119"},"modified":"2011-01-11T02:34:00","modified_gmt":"2011-01-11T02:34:00","slug":"arte-de-ser-mulher-arte-ou-malabarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/arte-de-ser-mulher-arte-ou-malabarismo\/","title":{"rendered":"ARTE DE SER MULHER: ARTE OU MALABARISMO?"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>    3 &#8211; T\u00edtulo do Trabalho:<br \/>    ARTE DE SER MULHER: ARTE OU MALABARISMO?<\/p>\n<p>L\u00edgia de Mello<br \/>Psicoterapeuta Reichiana, Analista Bioenerg\u00e9tica \u2013CBT, Diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica \u2013 SOBAB.<\/p>\n<p>mulher . [Do lat. muliere.] S. f. 1. O ser humano do sexo feminino. 2. Esse mesmo ser humano considerado como parcela da humanidade: os direitos da mulher. 3. A mulher (1) na idade adulta. 4. Restr. Adolescente do sexo feminino que atingiu a puberdade; mo\u00e7a. 5. Mulher (1) dotada das chamadas qualidades e sentimentos femininos (carinho, compreens\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o ao lar e \u00e0 fam\u00edlia, intui\u00e7\u00e3o): Como mulher, sabe apoi\u00e1-lo na justa medida. 6. A mulher (1) considerada como parceira sexual do homem. 7. C\u00f4njuge do sexo feminino; a mulher (1) em rela\u00e7\u00e3o ao marido; esposa. 8. Amante, companheira, concubina. 9. Mulher que apresenta os requisitos necess\u00e1rios para um determinado empreendimento, para um determinado encargo: mulher de neg\u00f3cios. 10. Uma mulher (1) qualquer; dona: Quem telefonou? | &#8211; Uma mulher. [Aum., nas acep\u00e7. 1, 3 a 6: mulhera\u00e7a, mulher\u00e3o e mulherona.] Mulher da sociedade. 1. A que freq\u00fcenta a alta sociedade e conhece seus h\u00e1bitos e costumes. Ser como a mulher de C\u00e9sar. 1. Ser mulher de reputa\u00e7\u00e3o inatac\u00e1vel. ( Aur\u00e9lio)<\/p>\n<p>Partindo das defini\u00e7\u00f5es aqui encontradas, podemos ter uma no\u00e7\u00e3o do modo como a mulher \u00e9 percebida e as atribui\u00e7\u00f5es que lhe correspondem.<br \/>Atrav\u00e9s da hist\u00f3ria da humanidade, para al\u00e9m de tempo e espa\u00e7o, as mulheres v\u00eam sendo representadas atrav\u00e9s de figuras m\u00edticas que t\u00eam em comum o tra\u00e7o cultural de serem identificadas como seres portadores do pecado e do mal disseminados no mundo. S\u00e3o esses os casos, entre tantos outros, de Pandora da mitologia grega \u00e0 Eva da tradi\u00e7\u00e3o judaica, da mulher sendo representada como causadora de calamidades, cometendo sempre a falta original, essas ocorr\u00eancias s\u00e3o resultantes de uma incontrol\u00e1vel curiosidade( de saber) que suscita a desobedi\u00eancia a uma ordem preestabelecida, seja abrindo a caixas que continha os males da humanidade, seja comendo o fruto proibido\u201d. (\u201cA culpa nossa de cada dia&#8230;\u201d-N\u00e1dia Lima).<br \/>A partir do s\u00e9c XVIII na Europa temos o surgimento da fam\u00edlia burguesa e o advento da ind\u00fastria. Estes fatos geraram novas formas de produ\u00e7\u00e3o, reorganiza\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica. A separa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o de trabalho e de resid\u00eancia levou a constitui\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica pr\u00f3pria em cada um desses universos, p\u00fablico e privado. O que ocorreu neste processo \u00e9 que para as mulheres ficou reservado s\u00f3 o espa\u00e7o privado, ou seja, de confinamento e a sua aus\u00eancia no espa\u00e7o p\u00fablico, pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Somente nos finais do s\u00e9c XIX , ap\u00f3s uma longa marcha no tempo, \u00e9 que as mulheres conquistam o direito ao voto, que se estendeu em diferentes localidades na Europa, como Inglaterra, Alemanha e Fran\u00e7a. No Brasil esta conquista ocorre na d\u00e9cada de 30.<br \/>J\u00e1 nos anos 60, com o advento da p\u00edlula e o movimento feminista, houve a politiza\u00e7\u00e3o do mundo privado e a amplia\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o do sujeito. Este movimento gerou a forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es de mulheres que condenavam seus confinamentos ( papel de m\u00e3e e esposa, fr\u00e1gil e submissa, responsabilizada pelo desenvolvimento f\u00edsico, emocional e social dos filhos) dando voz ao feminino calado pela cultura patriarcal, atrav\u00e9s da queima de objetos simb\u00f3licos (vassouras, soutiens, por exemplo).<br \/>No Brasil, em 1976 foram retomadas as comemora\u00e7\u00f5es do dia da mulher- 8 de mar\u00e7o \u2013 interrompidas desde 1964, que tem rela\u00e7\u00e3o com os movimentos ocorridos da Europa entre os anos 1909 a 1917, que culminaram com a morte de 129 oper\u00e1rias na f\u00e1brica Cotton em NY.<br \/>A maioria dos estudos produzidos no Brasil nas \u00faltimas d\u00e9cadas discute a posi\u00e7\u00e3o da mulher no mundo capitalista as quest\u00f5es relativas a racismo, sexismo, rela\u00e7\u00f5es de classe, viol\u00eancia, lutas em defesa da mudan\u00e7a da legisla\u00e7\u00e3o referente ao aborto etc.<br \/>Apenas neste recorte podemos perceber as in\u00fameras tarefas e qualifica\u00e7\u00f5es que colocaram para a mulher. Embora tenha havido significativas mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de comportamento ao longo da hist\u00f3ria, podemos perceber que na realidade o que aconteceu foi uma acumula\u00e7\u00e3o de qualidades e quantidades de atribui\u00e7\u00f5es \u00e0 mulher. Por exemplo as tarefas de alimentar, cuidar, educar ainda s\u00e3o vistas como sendo essencialmente femininas, al\u00e9m do novo encargo que \u00e9 estar no mercado de trabalho e ter sucesso.<br \/>Em geral o que vemos hoje em quase todas as mulheres, sejam elas solteiras ou casadas, profissionais e\/ou donas de casa, \u00e9 que em algum momento deixam transparecer a frustra\u00e7\u00e3o no viver, o ser mulher hoje. Um desejo ora nost\u00e1lgico, ora invejoso de uma outra exist\u00eancia. Portanto, n\u00e3o \u00e9 de admirar que muitas tremam de terror ao reconhecer a precariedade de seus apoios ou quando s\u00e3o impelidas a viver como se devessem dominar o mundo.<br \/>Paralelamente a isso, a velocidade acelerada em que vivemos hoje, faz com que nos sintamos desarticuladas, confusas, fracassadas e\/ou aprisionadas.A singularidade de ser mulher \u00e9 impedida pelos padr\u00f5es, estere\u00f3tipos e fantasias as quais t\u00eam que se encaixar, tornando-as cada vez mais serializadas e mecanizadas. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio muita perspic\u00e1cia para perceber v\u00e1rios sintomas como depress\u00e3o, desist\u00eancia, masculiniza\u00e7\u00e3o e\/ou estresse.<br \/>A proposta deste trabalho consiste portanto, em criar um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o de novas formas de estar no mundo, onde a mulher possa criar um modo pr\u00f3prio e singular de ser onde afirme a pot\u00eancia e a alegria de sua diferen\u00e7a. Afinal, \u00e9 essa a arte de viver.<br \/>Tipo de apresenta\u00e7\u00e3o: Comunica\u00e7\u00e3o verbal com viv\u00eancia (1 hora).<br \/>Na parte vivencial ser\u00e3o utilizadas t\u00e9cnicas da bioenerg\u00e9tica e t\u00e9cnicas expressivas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3 &#8211; T\u00edtulo do Trabalho: ARTE DE SER MULHER: ARTE OU MALABARISMO? 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