{"id":108,"date":"2011-01-11T02:09:00","date_gmt":"2011-01-11T02:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=108"},"modified":"2011-01-11T02:09:00","modified_gmt":"2011-01-11T02:09:00","slug":"bioenergetica-e-ritmos-pernambucanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/bioenergetica-e-ritmos-pernambucanos\/","title":{"rendered":"BIOENERG\u00c9TICA E R\u00cdTMOS PERNAMBUCANOS"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>    12 &#8211; T\u00edtulo do trabalho<br \/>    BIOENERG\u00c9TICA E R\u00cdTMOS PERNAMBUCANOS<\/p>\n<p>Lucina Ara\u00fajo<br \/>Psic\u00f3loga, Local Trainer da Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Nordeste Brasileiro.<br \/>Diretora do Libertas Centro de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o.<br \/>E-mail: lucinaaraujo@hotmail.com<br \/>ENGLISH<\/p>\n<p>    Este trabalho surgiu do imenso amor e admira\u00e7\u00e3o que tenho pela cultura da minha terra e da minha gente. Considerada antes de tudo um povo \u2018UM FORTE, UM LUTADOR \u201c.<br \/>    Eu quis aliar a Bioenerg\u00e9tica \u00e0 rica e variada cultura de Pernambuco. Assim, tracei alguns paralelos entre as coura\u00e7as e os ritmos.<br \/>    Apresentei este trabalho no I Congresso Latino-Americano de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica em Campos de Jord\u00e3o, S\u00e3o Paulo, 2001, com o objetivo de trabalhar as coura\u00e7as e integrar as pessoas vindas de todas as regi\u00f5es do nosso imenso Brasil.<br \/>    Esses ritmos est\u00e3o sempre aliados a uma dan\u00e7a ou ritual e representavam na sua origem cren\u00e7as, credos e o imagin\u00e1rio das ra\u00e7as que os praticavam.<br \/>    Come\u00e7o o trabalho com o Pastoril que segundo Raul Valen\u00e7a, foi trazido pelos portugueses e faz alus\u00e3o as pastorinhas que saiam cantando e dan\u00e7ando pelos vales a procura do lugar onde nascera Jesus, convidando a todos a se juntar a elas.<br \/>    Uso esse tema \u201cconvocar\u201d as pessoas a se aproximarem, receberem uns aos outros e se olharem, ver como a vida pode ser boa e bela.<br \/>    Depois seguindo a ordem da Bioenerg\u00e9tica, de baixo para cima, vem o XAXADO.<br \/>    Esse ritmo segundo Luiz da C\u00e2mara Cascudo, estudioso do folclore, \u00e9 origin\u00e1rio do Sert\u00e3o de Pernambuco e foi divulgado por Lampi\u00e3o nas suas andan\u00e7as pelo Nordeste do Brasil.<br \/>    A pr\u00f3pria dan\u00e7a enfatiza os P\u00c9S. Desenvolve uma cad\u00eancia r\u00edtmica onde o bater de p\u00e9s no ch\u00e3o assume sua marca.<\/p>\n<p>    O COCO<br \/>    Acredita-se que o coco tenha surgido na zona de praias, da\u00ed o seu nome, por\u00e9m se consolidou na zona canavieira e no agreste pernambucano.<br \/>    Consiste em uma dan\u00e7a circular com sapateados fortes, \u201cparecendo que os dan\u00e7adores est\u00e3o pisoteando o solo ou em uma aposta de resist\u00eancia\u201d. Conforme Get\u00falio C\u00e9sar.<br \/>    Aproveitei este ritmo para trabalhar os P\u00e9s e as Pernas.<\/p>\n<p>    CABOCLINHOS<br \/>    Este ritmo e dan\u00e7a fala dos nossos ind\u00edgenas \u201cin natura\u201d. De como eles utilizavam a dan\u00e7a para celebrar a \u201cca\u00e7ada, a colheita, a batalha ou a vit\u00f3ria\u201d.<br \/>    H\u00e1 uma fina sintonia entre a dan\u00e7a e os instrumentos musicais rudimentares.<br \/>    Quando uso este ritmo observo uma dan\u00e7a de corpo inteiro e muita alegria.<\/p>\n<p>    FORR\u00d3<\/p>\n<p>    O que hoje se chama forr\u00f3, na verdade \u00e9 a mistura do xote e do bai\u00e3o. Ritmos nascidos no Sert\u00e3o e no Agreste de Pernambuco, cuja express\u00e3o m\u00e1xima \u00e9 Luiz Gonzaga compositor e cantor de grande reconhecimento e vasta produ\u00e7\u00e3o musical.<br \/>    Este ritmo mexe com a libido e suas m\u00fasicas falam das rela\u00e7\u00f5es homem x mulher, cora\u00e7\u00e3o x genital e amor x desejo. Sua dan\u00e7a real\u00e7a a p\u00e9lvis e o prazer entre o masculino e o feminino. Fala da sedu\u00e7\u00e3o, da paix\u00e3o, do amor e da saudade.<br \/>    Utilizo este ritmo para trabalhar a P\u00c9LVIS.<\/p>\n<p>    MARACATU<\/p>\n<p>    Segundo Mauro Mota um dos ritmos mais aut\u00eanticos de Pernambuco \u00e9 o Maracatu. Ele retrata o sentimento dos negros &#8211; que aqui vieram como escravos exilados &#8211; suas origens, cren\u00e7as, credos e referenciais. Neste ritual eles se imaginavam reis e rainhas com vassalos, reminisc\u00eancias dos antigos Reinados do Congo. Este r\u00edtmo foi usado por mim para trabalhar o diafragma, o pesco\u00e7o e os olhos, mexendo com a auto-estima.<br \/>    O Batuque Forte tamb\u00e9m invoca a puls\u00e3o instintiva.<\/p>\n<p>    CIRANDA<\/p>\n<p>    Jaime Diniza realizou uma pesquisa de campo e escreveu uma monografia sobre a Ciranda.<br \/>    Tudo indica que surgiu na zona da Mata de Pernambuco, entretanto foi na \u00e1rea litor\u00e2nea que ela se fez conhecer melhor. Trata-se de um ritmo e dan\u00e7a que real\u00e7a o homem do mar com movimentos corporais que lembram o ritmo das ondas do mar.<br \/>    \u00c9 talvez o mais politizado e democr\u00e1tico ritmo de Pernambuco. Nele juntam-se brancos e negros, velhos e jovens, ricos e pobres, patr\u00f5es e empregados, todos de m\u00e3os dadas formando um grande c\u00edrculo. Com este ritmo finalizo o meu trabalho integrando as pessoas. independente de ra\u00e7a, cor, credo e posi\u00e7\u00e3o social.<br \/>    Uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia e \u00e0 vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12 &#8211; T\u00edtulo do trabalho BIOENERG\u00c9TICA E R\u00cdTMOS PERNAMBUCANOS Lucina Ara\u00fajoPsic\u00f3loga, Local Trainer da Sociedade de An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica do Nordeste Brasileiro.Diretora do Libertas Centro de Pesquisa<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-108","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-congresso-2003"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}