{"id":1036,"date":"2016-07-01T17:20:17","date_gmt":"2016-07-01T20:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.analisebioenergetica.com\/site\/?p=1036"},"modified":"2016-07-01T17:20:17","modified_gmt":"2016-07-01T20:20:17","slug":"o-carater-anal-e-o-analitico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/o-carater-anal-e-o-analitico\/","title":{"rendered":"O Car\u00e1ter Anal e o Anal\u00edtico"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><strong>Ron Robbins<\/strong>, PH.D. \u2013<\/p>\n<p>Uma introdu\u00e7\u00e3o<em>1<\/em><\/p>\n<p>A emo\u00e7\u00e3o encobre o tema: a l\u00f3gica clara e fria ganha o dia . . . . \u00c9 f\u00e1cil fazer justi\u00e7a, mas d\u00edficil fazer certo. (De o Garoto Winslow<em>2<\/em>)<\/p>\n<p>Esse artigo posiciona o car\u00e1ter anal e seus potenciais anal\u00edticos positivos dentro das principais correntes de estruturas de car\u00e1ter como descritas em An\u00e1lise Bioenerg\u00e9tica<em>3<\/em>. Existem tanto raz\u00f5es pr\u00e1ticas como te\u00f3ricas para esta inclus\u00e3o<em>4<\/em>. Por ela, a Bioenerg\u00e9tica tanto considera quanto expande uma teia de entendimento iniciada na Psican\u00e1lise<em>5<\/em> e continuada com Reich<em>6<\/em>, e permite a conex\u00e3o com um largo corpo de material cl\u00ednico e te\u00f3rico.<\/p>\n<p>Nessa apresenta\u00e7\u00e3o, as limita\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o apenas permitem uma introdu\u00e7\u00e3o geral do t\u00f3pico da analidade e da an\u00e1lise: uma apresenta\u00e7\u00e3o bioenerg\u00e9tica de relevantes din\u00e2micas f\u00edsicas; considera\u00e7\u00e3o de traumas formativos; e alguns materiais de caso ilustrativos. O balan\u00e7o desse trabalho, cobrindo diagn\u00f3sticos diferenciais, m\u00e9todos terap\u00eauticos relevantes, e extensivos exemplos de caso podem ser encontrados no artigo completo no Website do IIBA: www.bioenergetic-therapy.com<\/p>\n<p>Que a an\u00e1lise se tornou o maior modo de fornecer ajuda psicoterap\u00eautica \u00e9 talvez um acidente de hist\u00f3ria. Existem muitas formas de se ajudar o outro al\u00e9m de se pensar sobre ele, toda uma lista de possibilidades. Uma pessoa pode fornecer poderio energ\u00e9tico, seguran\u00e7a, limites, NUTRI\u00c7\u00c3O, suporte. Uma pessoa pode trabalhar junto a uma outra numa tarefa dif\u00edcil, servir como um modelo, prover mudan\u00e7as feitas para o fortalecimento. Mas Sigmund Freud foi a influ\u00eancia seminal na campo da psicoterapia, e sua \u00eanfase foi na an\u00e1lise. Ele tinha come\u00e7ado seu trabalho como bi\u00f3logo. Quando seu interesse se converteu para a psique humana, as lentes pelas quais ele olhava tinham sido j\u00e1 bem desenvolvidas pelo treinamento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Da maneira dos cientistas, Freud observou dados e os analisou. Ele os decodificou, agrupou e classificou. Depois, ele logicamente organizou os elementos em teorias. Procurou por provas, e discriminou entre o que via como fatos e o que eram hip\u00f3teses. O resultado foi um esquema abrangedor de entendimento dos fatos do pensamento, da emo\u00e7\u00e3o e do comportamento humanos.<\/p>\n<p>Dentro da verdade de seu m\u00e9todo, Psican\u00e1lise (psycho-\u201dan\u00e1lise\u201d) deveria ser uma \u201cci\u00eancia\u201d da humanidade. Freud reconheceu outros modos que poderiam ser mais eficazes em ajudar as pessoas. Ele mencionou, especificamente, a f\u00e9 religiosa que acompanhava os milagres que ocorreram em Lourdes. Mas sua cren\u00e7a e dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia permaneceu como o cora\u00e7\u00e3o da forma como ele atacou os problemas que via. A psique humana estava para ser explorada, e tratada, pela an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O Car\u00e1ter Anal\u00edtico<\/p>\n<p>O que \u00e9 o processo anal\u00edtico, e onde em nossos corpos se aprofundam suas ra\u00edzes?<\/p>\n<p>Como algu\u00e9m interessado na integra\u00e7\u00e3o do ser, corpo e comportamento \u00e0 medida em eles se desenvolvem dentro do Ciclo R\u00edtmico da Mudan\u00e7a, a quest\u00e3o da fonte da an\u00e1lise como uma fun\u00e7\u00e3o humana, e tamb\u00e9m a de seu lugar na organiza\u00e7\u00e3o da personalidade, se torna vitalmente importante<em>7<\/em>. Repare brevemente na maneira de proceder do analista.<\/p>\n<p>Um analista h\u00e1bil \u00e9 capaz de se remover das emo\u00e7\u00f5es do momento. Aparentando-se desapaixonado, a energia parece ir completamente para os processos mentais. O objetivo \u00e9 discernido. \u201cOs fatos, nada mas os fatos\u201d, s\u00e3o o que importa e s\u00e3o o que se v\u00ea.<\/p>\n<p>Tais procedimentos pedem a capacidade de delinear e isolar os elementos do fluxo da experi\u00eancia, e de neles se agarrar como a \u00fanica informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o eles precisam ser agrupados, ordenados, classificados e avaliados. Essas habilidades est\u00e3o por detr\u00e1s do trabalho do analista no entendimento do mundo. Outras maneiras de conhecer intui\u00e7\u00f5es espirituais, insights criativos, senso comum, experi\u00eancia pessoal, consci\u00eancia alerta emocional, ensinamentos das autoridades, parecem impr\u00f3prios pelo disciplinado ponto de vista da tarefa anal\u00edtica.<\/p>\n<p>O Car\u00e1ter Anal e o Anal\u00edtico<\/p>\n<p>O Car\u00e1ter Anal foi o primeiro tipo de car\u00e1ter patol\u00f3gico a ser descrito pela Psican\u00e1lise. Em \u201cCar\u00e1ter e Erotismo Anal\u201d,<em>8<\/em> Freud observou que o senso de ordem, a parcim\u00f4nia e a obstina\u00e7\u00e3o estavam presas a uma experi\u00eancia corporal comum. A esse padr\u00e3o ele chamou \u201cerotismo anal\u201d.<\/p>\n<p>Janet<em>9<\/em> listou uma gama de caracter\u00edsticas que acompanhou e ampliou a lista de Freud. Ele via pessoas organizadas analmente como envolvidas em padr\u00f5es de comportamento repetidos e previs\u00edveis. Ele sugeriu que eles eram \u201c\u2026dependentes e confi\u00e1veis e possuidores de altos padr\u00f5es e valores \u00e9ticos,\u201d e ele acrescentou que eles eram \u201cpr\u00e1ticos, precisos e escrupulosos em requerimentos morais.<\/p>\n<p>\u201d Muito da descri\u00e7\u00e3o de Freud e Janet se aplica \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do pensamento. As palavras seguintes pin\u00e7adas das descri\u00e7\u00f5es acima s\u00e3o positivamente associadas com o pensamento anal\u00edtico h\u00e1bil:<\/p>\n<p>Ordem, Parcim\u00f4nia, Obstina\u00e7\u00e3o, Previs\u00edvel, Dependente, Confiante, Preciso<\/p>\n<p>Esses tra\u00e7os s\u00e3o de valor cr\u00edtico no procedimento cient\u00edfico. A ci\u00eancia tem a ordem, e a parcim\u00f4nia (a explana\u00e7\u00e3o mais simples para incluir certo n\u00famero de fatos) como centro. Para a ci\u00eancia avan\u00e7ar, a ordem, uma vez delineada, se mant\u00e9m com rigorosa obstina\u00e7\u00e3o. Se um elemento de uma estrutura de explana\u00e7\u00e3o \u00e9 alterado, todo o argumento pode ser destru\u00eddo. Melhor segurar-se obstinadamente ao argumento, e pedir um corpo persuasivo de evid\u00eancia contradit\u00f3ria antes de se submeter ao que acrescenta.<\/p>\n<p>Mas e quanto \u00e0s outras palavras na descri\u00e7\u00e3o de Janet: \u201caltos padr\u00f5es, valores \u00e9ticos, escrupulosos em requerimentos morais\u201d?<\/p>\n<p>Padr\u00f5es, \u00e9tica e moral certamente se relacionam proximamente entre si. O dicion\u00e1rio os tem como sin\u00f4nimos. Como eles se encaixam com o analisar e com o Car\u00e1ter Anal?<\/p>\n<p>A resposta se torna clara quando olhamos para a qualidade da \u00e9tica e da moral envolvidas. A literatura caracteriza os valores formados pelo Car\u00e1ter Anal como criando uma \u201cmoralidade do esf\u00edncter\u201d. Esse tipo de moralidade \u00e9 limitado a simples p\u00f3los categ\u00f3ricos: por exemplo, julgamentos \u201cbom\/mal\u201d. As decis\u00f5es anais s\u00e3o rapidamente feitas na base do \u00f3bvio. As motiva\u00e7\u00f5es por detr\u00e1s n\u00e3o s\u00e3o fatoradas: julgamentos s\u00e3o preto ou branco, verdade ou falso. Isso d\u00e1 um senso de certeza. A certeza \u00e9 maior quando n\u00e3o h\u00e1 gradua\u00e7\u00f5es de decis\u00e3o e indecis\u00e3o. O cinza \u00e9 ausente.<\/p>\n<p>A moralidade assim formada falha em considerar a complexidade das situa\u00e7\u00f5es. Sombras e suas nuances, e n\u00edveis de explana\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o admitidos. A inadequa\u00e7\u00e3o de tal \u00e9tica e moralidade simples nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais \u00e9 bem demonstrada numa s\u00e9rie de intera\u00e7\u00f5es que come\u00e7aram numa noite durante uma se\u00e7\u00e3o de um grupo de terapia entre dois participantes: Judd e Barry.<\/p>\n<p>Judd freq\u00fcentemente manifestava tra\u00e7os anais. Quando assim fazia, era obsessivo e ritualista. Pelo lado positivo, ele tinha uma grande f\u00e9 na verdade. De fato, seu amigo Barry o honrava por isso.<\/p>\n<p>Judd considerava Barry um amigo pr\u00f3ximo. Mas como muitos no grupo, ele era quase sempre submisso ao estilo dominador e intimidador de Barry. Barry era o tipo do agressor com o qual os outros se identificavam, para evitar perigos. Era apenas nas momentos mais seguros que Judd gostava de considerar Barry.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da vulnerabilidade de Barry fez a sess\u00e3o aqui considerada um momento daqueles. Barry tinha liberado uma \u00e1rea de resist\u00eancia, regredido e diretamente exposto ao grupo pela primeira vez uma parte de fraqueza infantil.<\/p>\n<p>Judd e Barry, como sempre faziam, sa\u00edram para o lanche de depois da sess\u00e3o. No conforto da comida compartilhada, Barry se permitiu ir mais fundo. O homem neuroticamente dominante, se sentindo seguro, falou sobre seu medo. \u201cPenso que em toda minha vida eu tenho estado aterrorizado,\u201d ele disse em busca de simpatia.<\/p>\n<p>Judd, no entanto, agora se sentindo pessoalmente seguro, respondeu com voz forte: \u201cEu n\u00e3o acredito em voc\u00ea.\u201d Judd martelava no tema: \u201co homem forte n\u00e3o podia ter medo\u201d.<\/p>\n<p>Barry, de guarda baixa, ficou profundamente ferido pelo desentendimento, e pelo ataque. Ele tinha sido, afinal, causticamente, e zangadamente, acusado de falsidade. Sem vantagem no protesto, ele se voltou para dentro, enquanto o ataque continuava.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima sess\u00e3o de terapia, Barry confrontou Judd com sua dor, raiva e senso de trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Judd se defendeu resolutamente, \u201cEu apenas disse minha verdade. Voc\u00ea diz gostar da minha veracidade.\u201d Ele continuou: \u201cEu me sinto forte e bem dizendo isso, eu ainda n\u00e3o acredito em voc\u00ea.\u201d<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o f\u00edsica de Judd era orgulhosa, e rigidamente ereta. Moralmente ele se sentia certo. N\u00e3o havia reconhecimento da cont\u00ednua dor de Barry, nem desculpas por caus\u00e1-las, nem impulsos para cuidar ou curar, nem conhecimento do que sua atitude poderia significar para o relacionamento. Suas pr\u00f3ximas senten\u00e7as adicionaram sal \u00e0 ferida.<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que o corpo de Barry se endurecia, ele se retirou da intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o de Judd se manteve categ\u00f3rica e limitada, a verdade era a verdade, nada mais importava. Ele se apegou ao seu \u201calto padr\u00e3o\u201d, e era incapaz de checar a realidade do que estava rotulando absolutamente como verdade, e sempre. Moralidade do esf\u00edncter, com sua percep\u00e7\u00e3o limitada, estava operando. Analidade limitava a perspectiva da an\u00e1lise de Judd, mas suas sensa\u00e7\u00f5es corporais cresciam fortes atrav\u00e9s da express\u00e3o da sua posi\u00e7\u00e3o de direito: a adrenalina circulava; havia alguma descarga s\u00e1dica; ele gostava do sentimento.<\/p>\n<p>Apenas houve uma mudan\u00e7a quando perguntei perto do fim da noite, \u201cComo voc\u00ea imagina que se sentir\u00e1 mais tarde nessa noite sobre esse encontro quando voc\u00ea estiver sozinho?\u201d Ent\u00e3o a arrog\u00e2ncia de Judd se enfraqueceu. Ele cresceu na quietude. Haveria conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n<p>Judd tremeu levemente, acordando para uma nova realidade: \u201cPenso que muito mal \u2026 imagino o que isso acarretar\u00e1 para nosso relacionamento\u201d.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es do Esf\u00edncter<\/p>\n<p>O termo \u201cmoralidade do esf\u00edncter\u201d sugere que os esf\u00edncteres s\u00e3o m\u00fasculos chaves no entendimento da an\u00e1lise. Atrav\u00e9s do abrir, e do comprimir, eles ajudam a suprir parte dos meios de controle, que afetam o funcionamento anal\u00edtico tanto no n\u00edvel ps\u00edquico quanto psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Nosso corpo e sua din\u00e2mica energ\u00e9tica s\u00e3o o centro de como nossa mente e psique funcionam. An\u00e1lise envolve digest\u00e3o. Digerimos o conte\u00fado. H\u00e1 muito a se aprender sobre o pensamento anal\u00edtico pelo estudo do processo an\u00e1logo de digest\u00e3o da comida.<\/p>\n<p>Vamos olhar para isto.<\/p>\n<p>A comida \u00e9 digerida atrav\u00e9s do longo tubo mais interno que come\u00e7a nos l\u00e1bios e termina no \u00e2nus. L\u00e1bios e \u00e2nus s\u00e3o m\u00fasculos circulares, esf\u00edncteres. Entre eles h\u00e1 um longo tubo que inclui mais esf\u00edncteres, outros tipos de m\u00fasculos circulares, bem como v\u00e1lvulas. Juntos, a abertura e fechamento desses m\u00fasculos de controle compartimentalizam o tubo mais interno de nosso corpo, destruindo a forma original daquilo que digerimos, reduzindo-a a servi\u00e7o do processo digestivo.<\/p>\n<p>Os m\u00fasculos de controle servem como guardi\u00f5es da entrada de uma s\u00e9rie de segmentos maiores: boca, est\u00f4mago, intestino delgado (logo reduzido a duodeno, jejuno e \u00edleo), intestino grosso e reto. O primeiro port\u00e3o de entrada est\u00e1 nos l\u00e1bios. A abertura permite \u00e0 comida entrar no corpo. Os pr\u00f3ximos port\u00f5es, os esf\u00edncteres c\u00e1rdico e pil\u00f3rico, servem como entrada e sa\u00edda do est\u00f4mago, para os intestinos.<\/p>\n<p>Dentro dos intestinos o total de segmenta\u00e7\u00e3o aumenta grandemente. Aqui m\u00fasculos circulares formam e deformam numa longa s\u00e9rie de compartimentos menores. Esses diminuem e agitam o movimento da comida (mais literalmente, do quimo) de modo que possa ser misturada com mucos, enzimas e horm\u00f4nios. Mais abaixo da linha eles apertam para selecionar. No intestino delgado, atrav\u00e9s do processo de an\u00e1lise e julgamento fundamental e mais sutil, a osmose faz o julgamento final daquilo que o corpo precisa, permitindo sua passagem atrav\u00e9s de membranas para ser transportado a \u00e1reas onde a nutri\u00e7\u00e3o \u00e9 requerida.<\/p>\n<p>Toda a fun\u00e7\u00e3o do processo do tubo mais interno \u00e9 anal\u00edtica: tomar o material, segurar para considera\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o, quebrar em menores elementos, agrupar por uso e desuso, selecionar e assimilar o que preenche, descartar o que n\u00e3o preenche. Os m\u00fasculos de controle ordenam e regulam a sincronia e o movimento atrav\u00e9s dos segmentos que eles governam. Toda a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 profunda, com um desenho estrutural compartimentado em espa\u00e7os maiores, e se torna mais sutil, fina e espec\u00edfica em suas considera\u00e7\u00f5es quando se move por seus sub-n\u00edveis.<\/p>\n<p>M\u00fasculos de controle, entretanto, n\u00e3o est\u00e3o limitados ao tubo oral\/anal. Esf\u00edncteres propriamente s\u00e3o encontrados como parte, tanto quanto em volta, do olho. A pupila \u00e9 um m\u00fasculo esf\u00edncter que automaticamente se ajusta para regular o total de luz que vem para dentro. Estreitando outro grupo de m\u00fasculos esf\u00edncteres, aqueles que envolvem o globo ocular, nos permitimos reduzir o campo de nossa vis\u00e3o e agu\u00e7ar nossa percep\u00e7\u00e3o. Alargando-os permitimos nossa vis\u00e3o se expandir pelo caminho para a abertura ampla. Atrav\u00e9s do uso dos olhos para controlar o que entra no corpo, esf\u00edncteres, como fazem no tubo mais interno, regulam o que e o quanto \u00e9 tomado e o que no ambiente eventualmente ir\u00e1 ficar dispon\u00edvel para ser digerido.<\/p>\n<p>Embora realmente n\u00e3o sendo m\u00fasculo esf\u00edncter, a camada externa de m\u00fasculos esquel\u00e9ticos que movem nosso corpo pode contrair e firmar em un\u00edssono. Funcionando como um todo, de modo parecido com o esf\u00edncter o m\u00fasculo esquel\u00e9tico pode ser usado para apertar todo o corpo com for\u00e7a. Essa for\u00e7a, mimetizando o efeito de tipo circular dos esf\u00edncteres, pode ser usada para suportar o processo digestivo. Isso pode ser observado num corpo firmemente retesado durante uma elimina\u00e7\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Mais pertinente ao nosso entendimento do car\u00e1ter anal\u00edtico, usar o m\u00fasculo esquel\u00e9tico externo para se segurar em uma posi\u00e7\u00e3o geralmente contra\u00edda \u00e9 parte da din\u00e2mica f\u00edsica que marca a presen\u00e7a do car\u00e1ter anal\u00edtico. Isso \u00e9 bem caracterizado na descri\u00e7\u00e3o de Basil Rathbone do grande analisador Sherlock Holmes. \u00c0 medida em que ele pisa o ch\u00e3o com seus olhos firmemente apertados, seu corpo estreito se comprime. Intensamente ele traz sua consci\u00eancia, mesmo seu corpo inteiro, para o foco preciso do campo estreito que \u00e9 seu interesse.<\/p>\n<p>Uma descri\u00e7\u00e3o genu\u00edna da postura anal\u00edtica foi escrita pelo Professor Richard Dawkins:<\/p>\n<p>Anos atr\u00e1s, numa aula tutorial em Oxford, eu ensinava a uma jovem mulher afetada por um h\u00e1bito incomum. Quando perguntada sobre uma quest\u00e3o que requeria pensamento profundo, ela apertava seus olhos fechados com for\u00e7a, jogava sua cabe\u00e7a para seu peito e ent\u00e3o se congelava por at\u00e9 meio minuto antes de olhar para a frente, abrindo seus olhos e respondendo \u00e0 quest\u00e3o com flu\u00eancia e intelig\u00eancia. Eu achava gra\u00e7a nisso, e fiz uma imita\u00e7\u00e3o da coisa para divertir meus colegas depois do jantar. Dentre eles estava um distinto fil\u00f3sofo de Oxford. T\u00e3o logo viu minha imita\u00e7\u00e3o, ele imediatamente disse. \u201cIsso \u00e9 Wittgenstein! Por acaso seu sobrenome n\u00e3o \u00e9 ____?\u201d Surpreso, eu disse que era. \u201cEu pensei que fosse,\u201d disse meu colega. \u201cAmbos seus pais s\u00e3o fil\u00f3sofos profissionais e seguidores devotos de Wittgenstein\u201d. O gesto tinha passado desde o grande fil\u00f3sofo, via um ou dois de seus pais, para minha pupila.<em>10<\/em><\/p>\n<p>Dawkins usa a est\u00f3ria para dar suporte a suas no\u00e7\u00f5es da meme, um padr\u00e3o b\u00e1sico que uma vez formado ganha vida pr\u00f3pria, e se move pelo tempo e atrav\u00e9s de culturas. Exemplos de memes freq\u00fcentemente vem de id\u00e9ias, frases de efeito, metodologias, etc., que uma vez existindo se espalham contagiosamente. Nesse exemplo, t\u00e3o belamente descritivo da postura f\u00edsica que temos descrito, Dawkins chama ao padr\u00e3o f\u00edsico de meme. Tocar na rela\u00e7\u00e3o f\u00edsica com o psicol\u00f3gico a traz para os arredores da teoria do psicoterapeuta corporal.<\/p>\n<p>Nosso entendimento dos aspectos f\u00edsicos do processo anal\u00edtico sugere uma explana\u00e7\u00e3o diferente daquela oferecida por Dawkins.<\/p>\n<p>De nossa descri\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter anal\u00edtico, Wittgenstein, um dos mais importantes pensadores do s\u00e9culo XX, n\u00e3o \u00e9 simplesmente a fonte de um modelo cultural de comportamento copiado (nem ele mesmo uma imita\u00e7\u00e3o de um corpo retra\u00eddo, cabe\u00e7a ca\u00edda nas m\u00e3os, personifica\u00e7\u00e3o de \u201cO Pensador\u201d). Em vez disso ele est\u00e1 manifestando a posi\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do Analisador, a assumida mais ou menos por qualquer um que se encaminha pelas necessidades do contrato com o pensamento sistem\u00e1tico profundo.<\/p>\n<p>Mais que chamar a essa posi\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o que \u00e9 culturalmente imitado e disperso, devemos dizer melhor que \u00e9 um padr\u00e3o que marca o suporte f\u00edsico da produ\u00e7\u00e3o do pensamento anal\u00edtico, reproduzido novo, ao todo ou em parte, sempre que ocorra o pensamento profundo. Existe, contudo, uma estrutura oposta para considerar esse firme e controlado padr\u00e3o anal\u00edtico. Ela tamb\u00e9m se relaciona com os m\u00fasculos de controle. Quando eles se tornam soltos e dilatados, impulsos, emo\u00e7\u00f5es e movimentos ficam livres para flu\u00edrem para fora. As diferen\u00e7as, firmar e dilatar, marcam as express\u00f5es \u201cretentivas\u201d e \u201cexpulsivas\u201d que Freud delineou como dois aspectos diferentes do Car\u00e1ter Anal. O car\u00e1ter Anal Expulsivo, apenas mencionado de passagem aqui, ser\u00e1 considerado depois.<\/p>\n<p>Desenvolvimento Traum\u00e1tico dos M\u00fasculos de Controle<\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a primeiramente traz os esf\u00edncteres de seu corpo ao controle do comportamento consciente como uma resposta \u00e0s demandas culturais do treino do toalete. A f\u00f3rmula \u00e9 \u201csegurar aqui\u201d e \u201csoltar l\u00e1\u201d. As regras podem ser ensinadas verbalmente, atrav\u00e9s do h\u00e1bito de treinamento, ou por modelagem. O trauma ocorre se as regras s\u00e3o ensinadas muito cedo ou muito tarde; muito dolorosamente ou muito prazerosamente.<\/p>\n<p>Alguns exemplos:<\/p>\n<p>Uma mulher firme, aparentando analidade, falou sobre o treino de sua filha. \u201cFoi f\u00e1cil,\u201d ela disse, e \u201cmuito \u00fatil tamb\u00e9m.\u201d Ela n\u00e3o queria bagun\u00e7a.<\/p>\n<p>Para ter sucesso, ela simplesmente seguiu sua observa\u00e7\u00e3o de que sua crian\u00e7a murmurava antes de seu intestino movimentar para a fralda.<\/p>\n<p>O murm\u00fario, a m\u00e3e notou, se tornou seu sinal para levar a crian\u00e7a ao banheiro<em>11<\/em>. Ela tinha que se mover rapidamente para ficar certa de que as fezes iriam para onde ela desejava. Depois de v\u00e1rias experi\u00eancias desse tipo, a crian\u00e7a foi colocada no toalete mesmo antes do sinal. Bem-condicionada, sua filha soltava de modo pontual. A crian\u00e7a, sob o controle de um est\u00edmulo externo, assim era \u201ctreinada\u201d.<\/p>\n<p>Ouvindo essa m\u00e3e conversar sobre como ela tinha treinado ao toalete sua crian\u00e7a, primeiramente eu foi tomado pela l\u00f3gica com que tudo foi apresentado; com a facilidade e falta de conflito com que aquilo tinha acontecido. Eu fiquei chocado dentro de um sil\u00eancio surpreso, no entanto, quando foi anunciado que, naquele tempo, sua filha tinha apenas quatro meses de idade.<\/p>\n<p>O que tinha parecido bem maravilhoso, agora era sentido como uma larga distor\u00e7\u00e3o no processo de educar a crian\u00e7a, algo fora de ritmo com o natural.<\/p>\n<p>Objetivamente, o que estava errado ali? O que a m\u00e3e pedia, e recebia de sua crian\u00e7a, era que a conten\u00e7\u00e3o frente \u00e0 resposta instintiva para soltar tinha que ser feita sem a matura\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica dos esf\u00edncteres anais. \u00c0 precoce idade de 4 meses, isso n\u00e3o podia ser desenvolvido at\u00e9 o ponto em que eles poderiam ser empregados com sucesso daquela forma. A matura\u00e7\u00e3o muscular n\u00e3o viria, de fato, at\u00e9 algum tempo entre o seu primeiro e o seu segundo ano. Outro sistema de musculatura teria de ser usado de maneira incomum.<\/p>\n<p><em>12<\/em> Assim, em vez de empregar um padr\u00e3o de treinamento que era mais eficiente para o corpo e a psique em desenvolvimento, um uso anormal e estranho da fisiologia foi ensinado para reter, controlar e soltar com uma demanda do ambiente. N\u00e3o havia decis\u00e3o por parte da crian\u00e7a nesse controle, nenhuma resposta individual para um est\u00edmulo interno. Dependendo repetidamente da participa\u00e7\u00e3o e movimento ativos da m\u00e3e para lev\u00e1-la ao toalete, n\u00e3o havia tamb\u00e9m nenhum evento de regula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no caminho da autonomia pessoal.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o vi essa crian\u00e7a, ent\u00e3o n\u00e3o posso dizer com certeza que seu treinamento causou dist\u00farbio no funcionamento psicomotor, ou exatamente como o corpo da crian\u00e7a o fez. Eu posso dizer que tenho visto outras que, at\u00e9 adultas, seguram as musculaturas da \u00e1rea anal e das n\u00e1degas muito al\u00e9m do preciso num tipo consistente de super-controle que interfere no modo natural de mover a parte de baixo do corpo. Por experi\u00eancia, eu faria a hip\u00f3tese de que, sem experi\u00eancias corretivas, essa crian\u00e7a provavelmente sofreria problemas de controle como adulta.<\/p>\n<p>Tal super-controle como vemos aqui institu\u00eddo pela m\u00e3e, produz tens\u00f5es cr\u00f4nicas improdutivas que interferem com o livre e completo movimento energ\u00e9tico que se estende desde o centro do corpo at\u00e9 a sua parte de baixo. Existe um termo popular no vern\u00e1culo para a forma constrita do comportamento \u201canal\u201d freq\u00fcentemente associado com esse tipo de padr\u00e3o f\u00edsico: \u201ctightassed\u201d. A situa\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 remontada psicologicamente. Temas pertinentes a controle \u2013 medo de ser controlado, controlar outros, e dificuldade de se soltar do controle \u2013 vem representar um papel exagerado no funcionamento geral.<\/p>\n<p>O treino do toalete por esta m\u00e3e foi para a crian\u00e7a precoce demais para desenvolver o comando de si atrav\u00e9s do controle de seu corpo. Se tal treinamento precoce pode perturbar o funcionamento, o mesmo ocorre com o treinamento que vem tarde demais.<\/p>\n<p>Um exemplo:<\/p>\n<p>Um garoto de nove anos, cujos sofrimentos neur\u00f3ticos eram suficientes o bastante para o colocar num centro de tratamento residencial para crian\u00e7as com dist\u00farbios, foi apresentado em um semin\u00e1rio cl\u00ednico.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia focou em um problema com o qual a equipe que cuidava da crian\u00e7a estava muito preocupada. Eles eram incapazes de evitar que a crian\u00e7a sujasse a si mesma. O seu \u201cerro\u201d nunca era grande. Consistentemente, no entanto, uma pequena quantidade de fezes era encontrada em sua ROUPA de baixo \u00e0 noite.<\/p>\n<p>A equipe, seguindo a pista \u00f3bvia, tinha-o pressionado a usar de controle: ficar alerta, e se conter. Parecia para eles como se ele estivesse quase pronto, quase no ponto de estar completamente treinado ao toalete. Mais um pouquinho de esfor\u00e7o deveria trazer o sucesso. A crian\u00e7a deu duro. N\u00e3o adiantou. O comportamento continuou. Mais precisava ser conhecido.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria social era clara: o problema tinha sido lan\u00e7ado por um trauma. Os pais do garoto n\u00e3o tentaram trein\u00e1-lo at\u00e9 que ele tinha quatro anos de idade. Com a proximidade da \u00e9poca da escola, e sentindo-se pressionados para que sua tarefa fosse completada, eles iniciaram de modo intenso. A for\u00e7a da crian\u00e7a em resistir ao procedimento levou \u00e0 desespera\u00e7\u00e3o. Eles finalmente foram t\u00e3o longe ao ponto de empurrar seu nariz at\u00e9 suas fezes \u2013 \u201cpara ensin\u00e1-lo a se segurar\u201d. Isso trouxe resultados r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>Ao ouvir \u00e0 discuss\u00e3o da equipe de cuidado da crian\u00e7a, e \u00e0 hist\u00f3ria social, parecia evidente que algo n\u00e3o estava sendo ouvido. O problema da crian\u00e7a n\u00e3o parecia ser falta de controle. A elimina\u00e7\u00e3o consistente e regular de s\u00f3 uma pequena quantidade de material fecal n\u00e3o sugeria que o controle n\u00e3o estava dispon\u00edvel. De fato a regularidade era muito consistente e exata. A repetida ROUPA suja parecia mais exatamente ser resultado de algo que causou um padr\u00e3o aprendido de super-controle a deixar passar.<\/p>\n<p>Isso foi confirmado pelo exame m\u00e9dico e de raio-x, que foram feitos para determinar se havia uma raz\u00e3o fisiol\u00f3gica para o problema da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi descoberto que grandes por\u00e7\u00f5es do intestino dessa crian\u00e7a estavam impactados com fezes. Em vez de ir ao toalete, ela segurava a elimina\u00e7\u00e3o dia ap\u00f3s dia. Muito devagar, no entanto, o material fecal era for\u00e7ado at\u00e9 sua ROUPA. Seus intestinos por fim venceram sua maneira aprendida de fazer as coisas, venceram o consider\u00e1vel esfor\u00e7o muscular que seu corpo estava fazendo para reter.<\/p>\n<p>O treino ao toalete, aqui, tinha sido tarde demais, e muito duro. Muito do seu desenvolvimento muscular suportava o intenso aperto do esf\u00edncter. Todo seu corpo parecia estar envolvido. O encorajamento ativo para ele relaxar e soltar seu n\u00edvel geral de conten\u00e7\u00e3o, pouco a pouco, o ajudou a superar seu problema.<\/p>\n<p>N\u00f3s exploramos duas possibilidades errantes no treino ao toalete: erro de tempo e dureza. Outro fator tamb\u00e9m pode influenciar o modo com que os m\u00fasculos do tubo mais interno trabalham. Esse fator foi importante no caso de Susan.<\/p>\n<p>Susan apresentou um tipo diferente de problema, desenvolvido pelo prazer da super-excita\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea de seu esf\u00edncter tinha sido estimulada erotogenicamente. Como uma crian\u00e7a pequena ela tido verminose. Sua m\u00e3e regularmente, gentilmente, penetrava seu \u00e2nus para remover parasitas. Susan falou desse incidente muitas vezes em terapia, sempre com um ar distante, de prazer e mesmo rom\u00e2ntico. Falar de deixar-se soltar trouxe \u00e0 sua consci\u00eancia a natureza er\u00f3tica desses contatos entre ela e sua m\u00e3e. Ela veio a sentir seu esf\u00edncter anal como a \u00e1rea chave de s\u00edntese entre o amor e a sexualidade. Conflitos entre a natureza er\u00f3tica do \u00e2nus resultaram em freq\u00fcentes perturba\u00e7\u00f5es gastrointestinais.<\/p>\n<p>Os M\u00fasculos de Controle e Tra\u00e7os de Car\u00e1ter Anal\u00edticos<\/p>\n<p>Tendo enfatizado a import\u00e2ncia dos m\u00fasculos de controle e mostrado como efeitos ambientais podem interferir com a matura\u00e7\u00e3o e o funcionamento normais, o foco deste artigo agora considera o desenvolvimento psicol\u00f3gico dos tra\u00e7os anal\u00edticos.<\/p>\n<p>A cena do treino ao toalete p\u00f5e temas de analidade juntos num mesmo lugar. H\u00e1 interesses sobre posse, tempo, ordem e detalhe. H\u00e1 uma aspira\u00e7\u00e3o \u00e0 parcim\u00f4nia, e a crian\u00e7a aprende a lidar com a experi\u00eancia corporal simplesmente de modo culturalmente dirigido. Com os m\u00fasculos de controle saud\u00e1veis e se movimentando de modo regulado, res\u00edduos podem ser eliminados de modo f\u00e1cil e adequado, sem grandes fanfarras, dramas ou conseq\u00fc\u00eancias. O treino e os padr\u00f5es culturais aprendidos do ambiente podem mostrar uma integra\u00e7\u00e3o com o que \u00e9 natural para o corpo. Mas dados do ambiente agindo sobre a express\u00e3o do corpo natural podem tirar do curso o fluxo da vida e influenciar fortemente a psicologia que se desenvolve. A intera\u00e7\u00e3o das expectativas de fora com os movimentos do corpo levanta quest\u00f5es e interesses.<\/p>\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o das fezes ser\u00e1 feita de modo ordenado e pontual? Os esf\u00edncteres ser\u00e3o seguros obstinadamente? O indiv\u00edduo ser\u00e1 capaz de julgar quando a elimina\u00e7\u00e3o pode ser feita, assim ganhando a resposta de \u201cbom\u201d, ou ele ou ela ir\u00e1 falhar, assim sendo \u201cmau\u201d ou \u201cm\u00e1\u201d? A pessoa ficar\u00e1 perdida na sua pr\u00f3pria an\u00e1lise, querendo dizer se precisa ir ou se \u00e9 hora de ir? Ser\u00e1 que ficar\u00e3o confusos tendo que responder a diferentes mensagens, com pais que dizem \u201cv\u00e1 agora\u201d quando o corpo n\u00e3o d\u00e1 nenhum sinal nesse sentido? Se rebelar\u00e3o contra a tentativa de fora de controlar, desconstruindo a ordem com expuls\u00f5es fora de hora? As sensa\u00e7\u00f5es da \u00e1rea anal ser\u00e3o diferenciadas daquelas de perto das \u00e1reas genitais?<\/p>\n<p>Essas quest\u00f5es sugerem as fortes liga\u00e7\u00f5es entre performance do esf\u00edncter, emo\u00e7\u00f5es e processos de pensamento. Com esses m\u00fasculos apertados fortemente, as fezes s\u00e3o processadas. Apertar, alongar, olhos estreitos, l\u00e1bios apertados, corpo pra dentro, tudo \u00e9 parte da gravura de uma crian\u00e7a trabalhando duro para \u201cser boa, fazer direito a coisa\u201d. O esfor\u00e7o produz uma atitude estreita de sentimento de justi\u00e7a. No outro extremo, movimento espasm\u00f3dico e desorganizado como o que ocorre quando os esf\u00edncteres e os m\u00fasculos circulares s\u00e3o muito soltos, produz expuls\u00e3o r\u00e1pida, uma apar\u00eancia de derrota, um julgamento de \u201cmau\u201d, e sentimentos de impropriedade.<\/p>\n<p>Respostas comportamentais e sociais previs\u00edveis tamb\u00e9m s\u00e3o associadas com o segurar firme e o deixar acontecer. O rude vern\u00e1culo \u00e9 vividamente expl\u00edcito quanto a isso. Segurar firme pode levar ao comportamento de n\u00e3o fazer \u201cmerda nenhuma\u201d. O reverso, o deixar ir expulsivo, leva \u00e0 atividade de mandar \u201cir \u00e0 merda\u201d \u2013 o comportamento intencional de \u201cmau\u201d quebra as regras e faz uma confus\u00e3o geral. Cada uma das maneiras tem sua apela\u00e7\u00e3o na g\u00edria: os julgamentos sociais de \u201ccdf\u201d ou \u201cbunda-mole\u201d.<\/p>\n<p>A captura de urg\u00eancias energ\u00e9ticas nos comportamentos de \u201csegurar firme\u201d \u00e9 o que se requer para o uso positivo do processo anal\u00edtico. Segurar permite o desenvolvimento de uma ordem por limitar e controlar a express\u00e3o natural. Possibilita o silenciar dos impulsos, a restri\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e da agita\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica mais interna. De encontro a um pano de fundo imobilizado, processos mentais podem ent\u00e3o focar, selecionar, ordenar e arranjar um plano bem objetivo para uma a\u00e7\u00e3o dirigida para o alvo que \u00e9 desejado. H\u00e1 tempo antes que a resposta do movimento ocorra, o pensamento frio e desapaixonado reina supremo.<\/p>\n<p>Mas enquanto os processos de controle se movem a um extremo, e tornam incapaz deixar acontecer de forma que os processos de energia possam retomar seu fluxo natural e se mover \u00e0 a\u00e7\u00e3o viva, eles produzem pensamento obsessivo e comportamentos compulsivamente ritualistas. A energia, canalizada para padr\u00f5es repetitivos fixos de atividade, bloqueia defensivamente a express\u00e3o natural de sentimento, emo\u00e7\u00e3o, impulso e comportamento. Medos e terrores, raivas e iras, tristezas e l\u00e1grimas podem assim ser neuroticamente examinados, enquadrados e anestesiados em modos estilizados de repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a obsess\u00e3o e o ritualismo compulsivo, a energia se torna absorvida numa performance repetida e sem vida. A consci\u00eancia alerta cresce isolada do sentimento. Comportamentos, quando ocorrem, se tornam compartimentalizados, cada parte de uma tarefa a sua pr\u00f3pria unidade separada. O quadro total \u00e9 variado, o fluxo unificado de movimento energ\u00e9tico \u00e9 malogrado.<\/p>\n<p>Eu testemunhei tal padr\u00e3o de conectividade ritualizada compulsivamente, quando Stan me disse sobre como fazia uma torta. Sua descri\u00e7\u00e3o era um mon\u00f3logo estilizado. Sua energia era completamente absorvida por ele. A absor\u00e7\u00e3o deixava sua voz fraca e seu tom mon\u00f3tono. O contentamento que Stan expressava era similarmente ordenado e super-controlado. Cada passo de sua apresenta\u00e7\u00e3o verbal da feitura da torta era numerado, como descrito:<\/p>\n<p>1. A massa \u00e9 descansada.<br \/>\n2. Cuido em fazer um arco de 20 cm. 3. O rolo \u00e9 empregado.<br \/>\n4. Usando as m\u00e3os, eu amacio todas as partes duras da crosta, e removo toda bolha<\/p>\n<p>A lista numerada seguia, seguia e n\u00e3o parava: a face de Stan estava voltada para dentro, sua voz continuava controlada e mon\u00f3tona, seu foco intenso.<\/p>\n<p>A est\u00f3ria foi contada como se lendo um livro de receitas. N\u00e3o havia percep\u00e7\u00e3o do ouvinte. Uma tentativa de fazer uma pergunta para engajar seus sentimentos, e talvez encorajar mais espontaneidade em sua express\u00e3o, trouxe uma furiosa recusa: \u201cN\u00e3o me interrompa. Estou lhe dizendo como \u00e9 que \u00e9.\u201d A explos\u00e3o, uma r\u00e1pida banida a servi\u00e7o de retomar o controle da situa\u00e7\u00e3o, terminou t\u00e3o abruptamente como come\u00e7ou. A recita\u00e7\u00e3o recome\u00e7ou. Continuou como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>O processo ritualizado n\u00e3o sofreria interfer\u00eancias. Eu tinha a imagem de um indiv\u00edduo fastidioso, atr\u00e1s de uma porta fechada, dentro do banheiro. Algu\u00e9m que interrompesse esse tempo totalmente privado seria tratado abruptamente, como quem por erro entra em cena sem ser convidado.<\/p>\n<p>Stan aproximou muito das coisas subjetivas da vida \u00e0 an\u00e1lise detalhada e cuidadosa. Sua an\u00e1lise n\u00e3o tinha refer\u00eancia a dores, drama e paix\u00f5es da vida. Se isso lhe era sugerido por outra pessoa, um ataque furioso o colocaria de volta ao controle da conversa. Quando, nos momentos mais saud\u00e1veis, esses ataques eram discutidos, ele pedia desculpas por sua explos\u00e3o. Ele n\u00e3o queria parecer \u201cmau\u201d.<\/p>\n<p>Quando Stan dirigia sua mente para coisas fora de si mesmo, deixando o uso da an\u00e1lise defensiva para controlar seus sentimentos ou o ambiente, ele fazia uso positivo de sua habilidade como analisador. Isso era valioso em seu papel escolhido de educador. Mesmo assim, a qualidade e n\u00edvel de sua an\u00e1lise n\u00e3o trazia a recompensa que ele queria. Ele era apenas geralmente muito constrito, muito preso a seu estilo enquadrado de funcionar para ser capaz de escrever artigos completos ou fazer apresenta\u00e7\u00f5es profissionais. As emo\u00e7\u00f5es que poderiam ser estimuladas pela refuta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, interrup\u00e7\u00e3o ou intera\u00e7\u00e3o com colegas eram por demais amea\u00e7adoras.<\/p>\n<p>Na seguran\u00e7a da alian\u00e7a terap\u00eautica, Stan era capaz de experimentar fisicamente suas tens\u00f5es constritoras, \u00e0s vezes explodir por elas, e gradualmente atravessar o necess\u00e1rio para abrand\u00e1-las. A libera\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es da estrutura anal de car\u00e1ter de Stan, e de seus rituais para se defender, trouxeram \u00e0 cena not\u00e1veis emo\u00e7\u00f5es primitivas e s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es sobre vida e morte. Elas se relacionavam a um tempo de vida anterior aos temas do car\u00e1ter anal. Temais anais e distor\u00e7\u00f5es as tinham mascarado. Porque n\u00e3o eram aspectos dominantes de sua personalidade, uma vez tocadas, trabalhar com elas caminhou rapidamente<em>13<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que Stan trabalhava nos temas emergentes de cedo de sua vida, mais da sua for\u00e7a de vida e energia emergiam. Ele deixou de lado o moderado estilo anor\u00e9xico a que havia se adaptado h\u00e1 muitos anos antes. \u00c0 idade de cinq\u00fcenta, ele tinha come\u00e7ado a comer pouco, e correr muito. Seu objetivo foi claramente afirmado: \u201cEvitar a morte.\u201d A morte o aterrorizava, j\u00e1 que ele sentia que tinha ainda que viver.<\/p>\n<p>Com a liberta\u00e7\u00e3o de sua energia, a vida de Stan cresceu extensivamente. Ele foi capaz de ganhar peso. Ele desenvolveu uma rela\u00e7\u00e3o sexual que lhe trouxe plenitude, e deixou de um casamento que n\u00e3o funcionava bem tanto para ele quanto para sua esposa.<\/p>\n<p>Em seu trabalho, ele enfrentou o risco de ensinar a uma classe de cidad\u00e3os idosos. Previamente, compartimentalizando seu vida, ele tinha evitado \u201cO Velho.\u201d Eles costumavam lembr\u00e1-lo da morte.<\/p>\n<p>Stan achou a experi\u00eancia de ensinar ricamente recompensadora. Ele foi surpreendido pela sabedoria e conhecimento que as pessoas mais velhas tinham. Ele achou \u00fatil ouvir sobre suas vidas, suas emo\u00e7\u00f5es e interesses. Ele retribuiu, dividindo com eles sentimentos reais dele mesmo.<\/p>\n<p>Isso nos traz ao fim da parte um deste artigo. A parte dois cobrir\u00e1 diagn\u00f3sticos diferenciais, t\u00e9cnicas de tratamento e fornecer\u00e1 uma variedade de materiais de caso.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>1. Obrigado a Chris Turner que ajudou com a transcri\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o original deste t\u00f3pico que foi apresentado sob os ausp\u00edcios muito apreciados da New York Society of Bioenergetic Analysis; a Eric Diamond, cujas quest\u00f5es e d\u00favidas levaram a entendimentos mais profundos; e a Joel Robbins por sua acuidade editorial e pelas discuss\u00f5es sempre enriquecedoras.<\/p>\n<p>2. Mamet, David. O Garoto Winslow. Sony Pictures Classics, 1999.<\/p>\n<p>3. Lowen, Alexander. Physical Dynamics of Character Structure: Bodily form and movement in Analytic Therapy. NY: Grune &amp; Stratton, 1958. Em portugu\u00eas : O Corpo em Terapia \u2013 A abordagem bioenerg\u00e9tica. S\u00e3o Paulo, Summus, 1977.<\/p>\n<p>4. Muitos argumentos fortes, consoantes com o pensar da Bioenerg\u00e9tica, justificam a posi\u00e7\u00e3o do Car\u00e1ter Anal no l\u00e9xico dos Tipos de Car\u00e1ter da Bioenerg\u00e9tica:<\/p>\n<p>A. A Bioenerg\u00e9tica cresce de um entendimento do funcionamento natural. A humanidade n\u00e3o est\u00e1 sozinha na necessidade de ajustamento ao tempo e controle na regula\u00e7\u00e3o do material residual. Muitos animais regulam sua libera\u00e7\u00e3o para demarcar territ\u00f3rio. A fun\u00e7\u00e3o anal, assim, \u00e9 um processo determinado do desenvolvimento que se relaciona a algo mais que apenas elimina\u00e7\u00e3o. Ela aparece como tendo um contexto social nas outras esp\u00e9cies vivas.<\/p>\n<p>B. Os tipos de car\u00e1ter resultam da intera\u00e7\u00e3o entre o ambiente e uma \u00e1rea do corpo que come\u00e7a a se desenvolver. O trauma em um tempo em que uma \u00e1rea do corpo est\u00e1 num per\u00edodo de desenvolvimento inicial em seu funcionamento resulta na funda\u00e7\u00e3o para o estabelecimento do car\u00e1ter. O desenvolvimento fisiol\u00f3gico da \u00e1rea anal, tanto quanto o desenvolvimento do tubo intestinal, \u00e9 um processo lento que alcan\u00e7a a maturidade no pr\u00f3prio espa\u00e7o de tempo do desenvolvimento. O car\u00e1ter anal, \u00e9 argumentado aqui, \u00e9 o resultado do trauma relacionado ao desenvolvimento corporal do controle digestivo e eliminat\u00f3rio. A capacidade anal\u00edtica natural do corpo para escolher e processar o que toma, determinar o que ret\u00e9m e eliminar o que for preciso \u00e9 interferida por traumas que t\u00eam efeitos previs\u00edveis.<\/p>\n<p>C. H\u00e1 um padr\u00e3o psicol\u00f3gico bem delineado associado com o car\u00e1ter anal. Em um n\u00edvel energ\u00e9tico fundamental se relaciona com controle e libera\u00e7\u00e3o. A forma como esses s\u00e3o realizados afeta a personalidade total por vias psicol\u00f3gicas e sociais que s\u00e3o descritas por todo esse trabalho.<\/p>\n<p>D. O argumento de Freud de que o homem possui instintos destrutivos, mesmo instintos de morte, levou ao contra-argumento de que o homem n\u00e3o \u00e9 naturalmente destrutivo. \u00c9 parcialmente nessas bases que o car\u00e1ter anal, com seu correspondente impulso s\u00e1dico e destrutivo, foi omitido da descri\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter da Bioenerg\u00e9tica. (Veja nota 3) A id\u00e9ia de que a humanidade tem um instinto para a destrui\u00e7\u00e3o se tornou um an\u00e1tema para muitos. A sugest\u00e3o de Freud sobre ele foi controversa. Como terapeutas corporais, nos ir\u00edamos precisar muito prontamente olhar para os processos naturais do corpo para encontrar se e quando ele suporta tais conceitos te\u00f3ricos. H\u00e1 algo no corpo que \u00e9 uma analogia, um processo profundo de destrui\u00e7\u00e3o? Poderia ser a destrui\u00e7\u00e3o de fato at\u00e9 necess\u00e1ria para a vida? Que h\u00e1 tend\u00eancias destrutivas nos seres humanos certamente n\u00e3o se pode contra-argumentar. Mas estas tend\u00eancias crescem a partir do funcionamento natural do corpo? H\u00e1 tend\u00eancias naturais no corpo para segurar, quebrar e destruir? Se h\u00e1, onde, e qual \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o? O fato biol\u00f3gico de que comer, digerir e eliminar s\u00e3o processos anal\u00edticos de posse, e destrutivos, demonstra a base natural dessas tend\u00eancias. A destrui\u00e7\u00e3o come\u00e7a, de um modo necess\u00e1rio e natural, t\u00e3o logo a comida entra na boca. A saliva, movimentos da l\u00edngua e a mastiga\u00e7\u00e3o ajudam a quebrar e destruir a forma da comida quando ela come\u00e7a sua jornada pelo caminho do tubo, boca a \u00e2nus. Segurar toma lugar, naturalmente, no est\u00f4mago, onde a comida \u00e9 sujeita a demais processos de quebra, quando o que poderia se chamar combate qu\u00edmico continua a desintegrar o material abaixo at\u00e9 seus elementos. A destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 certamente uma parte normal dos processos do corpo, \u00e9 necess\u00e1ria \u00e0 vida, e \u00e9 tamb\u00e9m fundamental para o processo anal\u00edtico em um n\u00edvel psicol\u00f3gico \u2013 onde uma situa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cdestrinchada\u201d antes da an\u00e1lise, e \u00e9 uma das chaves para entender o Car\u00e1ter Anal\u00edtico. Claro que, como em qualquer processo humano, a destrutividade pode ser constru\u00edda e usada por propostas anti-vida. Mais positivamente, extrapolando sobre o modelo da sua din\u00e2mica do corpo, freq\u00fcentemente \u00e9 vista como parte beneficente dos processos anal\u00edticos que tem levado a inumer\u00e1veis importantes contribui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da vida.<\/p>\n<p>E. Para o cl\u00ednico a prova est\u00e1 dentro da pr\u00e1tica. Por olhar numerosos clientes atrav\u00e9s da perspectiva descrita neste artigo, insights valiosos tem sido ganhos sobre o seu estilo caracter\u00edstico de funcionar que levaram a m\u00e9todos terap\u00eauticos pr\u00e1ticos e concretos, \u00fateis em acrescentar crescimento at\u00e9 vidas mais completas e ricas. Introduzir este material na supervis\u00e3o com outros cl\u00ednicos trouxe resultados similares.<\/p>\n<p>F. A an\u00e1lise de cima sugere que aqueles de n\u00f3s que lidam com o corpo em nosso trabalho terap\u00eautico incorporam os numerosos insights da psican\u00e1lise, e de Reich, concernentes ao desenvolvimento anal e ao car\u00e1ter anal. Com tal recupera\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, podemos estudar a din\u00e2mica de muitos de nossos clientes com novos olhos, enquanto continua nossa tradi\u00e7\u00e3o de estarmos alertas \u00e0 import\u00e2ncia do corpo. \u00c9 a inten\u00e7\u00e3o deste trabalho fornecer tal perspectiva enquanto enfatiza temas f\u00edsicos, terap\u00eauticos e cl\u00ednicos relevantes.<\/p>\n<p>5. Freud, Sigmund. \u201cCar\u00e1ter e Erotismo Anal\u201d em Sigmund Freud Collected Papers, Volume 2. NY: Basic BOOKS, 1908, pg. 45-50.<\/p>\n<p>6. Reich, Wilhelm. Character Analysis. NY: Pocket BOOKS, 1976.<\/p>\n<p>7. O Analisador foi omitido da considera\u00e7\u00e3o no Ciclo da Mudan\u00e7a como \u00e9 discutido no trabalho, Integra\u00e7\u00e3o R\u00edtmica: Encontrando a Totalidade no Ciclo da Mudan\u00e7a (Ronald Robbins, NY: Station Hill Press, 1991)*. A import\u00e2ncia da an\u00e1lise na din\u00e2mica da mudan\u00e7a n\u00e3o se tornou clara para mim at\u00e9 que o livro foi completado. Seus princ\u00edpios e funcionamento foram parcialmente inclu\u00eddos no cap\u00edtulo \u201cSolidifier\u201d (Solidificador). Vim a ver desde ent\u00e3o que \u201canalisar\u201d tem seu pr\u00f3prio lugar no Ciclo da Mudan\u00e7a. Segue seus pr\u00f3prios princ\u00edpios bioenerg\u00e9ticos. Tem sua rela\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria com um tipo espec\u00edfico de musculatura e sistema corporal, e resulta em um pr\u00f3prio QUADRO de caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas distintas. *N.T.: em portugu\u00eas, \u201cO Tao da Transforma\u00e7\u00e3o: Ritmo e Integra\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 Editorial P.S.I., 1996<\/p>\n<p>8. Freud, Sigmund. \u201cCar\u00e1ter e Erotismo Anal\u201d em Sigmund Freud Collected Papers, Volume 2. NY: Basic BOOKS, 1908, pg. 45-50.<\/p>\n<p>9. Salman, Leon. Treatment of the Obsessive Personality. NJ: Jason Aaronson, 1980<\/p>\n<p>10. Dawkins, Richard. \u201cThe Selfish Meme.\u201d em Time Vol. 153 n\u00ba 15 pg. 52-53<\/p>\n<p>11. Se o leitor desejar experimentar a rela\u00e7\u00e3o entre o apertar forte e o som de murmurar, brinque como se esfor\u00e7ando-se numa elimina\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Enquanto faz isso fique alerta para as sensa\u00e7\u00f5es de aperto na garganta. Enquanto isso est\u00e1 ocorrendo deixe o som sair e ou\u00e7a os resultados.<\/p>\n<p>12. Jenine, 3 meses de idade, sugere que h\u00e1 m\u00fasculos prontos para participar no processo do toalete h\u00e1 uma idade muito precoce. Para o deleite da m\u00e3e, sua filha levanta suas pr\u00f3prias pernas na antecipa\u00e7\u00e3o da troca de fraldas quando ela \u00e9 colocada na mesa de trocar. O que sua m\u00e3e tinha feito previamente, levantando as pernas da crian\u00e7a a fim de levantar seu bumbum, Jenine podia fazer agora por ela mesma. Ela usava os m\u00fasculos largos de suas pernas para realizar a tarefa de um modo pontual e apropriado. Embora claramente isso n\u00e3o seja controle anal, mostra de fato que outros m\u00fasculos na \u00e1rea est\u00e3o prontos para contrair-se e podem se envolver no processo segurar-soltar.<\/p>\n<p>13. Refletindo no curso da terapia de Stan at\u00e9 esse ponto, uma quest\u00e3o se levanta. A natureza da sua express\u00e3o emocional, sua preocupa\u00e7\u00e3o com a vida e a morte, e seu isolamento, podiam sugerir um diagn\u00f3stico esquiz\u00f3ide, mais que um anal. Sem um entendimento do car\u00e1ter anal\u00edtico isso poderia ser um f\u00e1cil erro de diagn\u00f3stico, n\u00e3o se conseguiria um entendimento interior profundo de Stan, e o tratamento teria sido fora do ponto. Isso nos traz \u00e0 necessidade de diferenciar diagn\u00f3sticos de car\u00e1ter quando a din\u00e2mica do car\u00e1ter Anal-Anal\u00edtico \u00e9 acrescentada ao l\u00e9xico das descri\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter. O espa\u00e7o n\u00e3o permite essa apresenta\u00e7\u00e3o aqui, mas o t\u00f3pico \u00e9 parte do trabalho completo dispon\u00edvel na web (veja endere\u00e7o abaixo). Nele, modos de diferenciar o car\u00e1ter Anal-Anal\u00edtico do Esquiz\u00f3ide-Criativo, o Oral-Comunicador e o Masoquista-Solidificador s\u00e3o apresentados. A din\u00e2mica e apresenta\u00e7\u00e3o dos aspectos anais-expulsivos do car\u00e1ter tamb\u00e9m s\u00e3o ilustrados atrav\u00e9s de um exemplo bem conhecido. Finalmente, no trabalho completo, um n\u00famero de m\u00e9todos terap\u00eauticos espec\u00edficos \u00fateis no trabalho com esse car\u00e1ter s\u00e3o inclu\u00eddos. Exemplos de caso que mostram a aplica\u00e7\u00e3o de algumas dessas t\u00e9cnicas para abrandar as dificuldades do car\u00e1ter anal s\u00e3o descritos. Um exemplo de uso da compreens\u00e3o da din\u00e2mica do corpo descrita aqui para desenvolver habilidades anal\u00edticas num caso em que elas eram necess\u00e1rias tamb\u00e9m \u00e9 dado.<\/p>\n<p>Para obter o artigo inteiro, o leitor deve dirigir-se ao site do IIBA: http:\/\/www.bioenergetic-therapy.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ron Robbins, PH.D. \u2013 Uma introdu\u00e7\u00e3o1 A emo\u00e7\u00e3o encobre o tema: a l\u00f3gica clara e fria ganha o dia . . . . \u00c9 f\u00e1cil fazer<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1531,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-1036","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1036","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/analisebioenergetica.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}